Cerca de 100 imigrantes podem ter morrido no Mediterrâneo em um dia, diz MSF

ROMA (Reuters) - Seis imigrantes morreram e até 100 outros estão desaparecidos e possivelmente mortos desde que seu bote de borracha afundou no mar Mediterrâneo nesta quinta-feira, disse o presidente da unidade italiana do grupo Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Uma embarcação da Marinha britânica resgatou 27 pessoas e recuperou seis corpos a cerca de 32 quilômetros da costa da Líbia no começo da manhã desta quinta-feira, disse Loris De Filippi.

O novo desastre aumenta um saldo de mortes que grupos de ajuda estimaram em 240 nos três dias encerrados na quarta-feira, e os imigrantes continuam a partir da Líbia apesar dos mares revoltos.

Os imigrantes foram transferidos para o Bourbon Argos, navio do MSF que é uma de várias embarcações de agências humanitárias que operam na área. Os sobreviventes contaram à tripulação que entre 90 e 100 outras pessoas também estavam a bordo e morreram.

"É plausível, porque estes botes são todos iguais, botes de borracha muito compridos que normalmente levam de 120 a 130 pessoas, completamente lotados", opinou De Filippi.

Ele disse que o MSF não tem informações sobre as nacionalidades dos imigrantes salvos nesta quinta-feira. A maioria dos resgatados nos últimos dias é do oeste da África.

"As condições são terríveis e as pessoas continuam se lançando ao mar mesmo assim, o que diz muito sobre o quão desesperadas estão", afirmou.

O número de imigrantes que chegaram à Itália pelo mar em novembro já é mais do que o dobro do visto no mesmo mês do ano passado, de acordo com o Ministério do Interior, e o total do ano todo está se aproximando dos 170 mil, o recorde de 2014.

(Por Isla Binnie)

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