Norte-americanos desejam que Trump foque primeiro em saúde, diz pesquisa

Por Chris Kahn

NOVA YORK (Reuters) - Assistência médica é o principal tema para, na visão dos norte-americanos, ser tratado nos primeiros cem dias de Donald Trump na Casa Branca, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, numa aparente reprovação ao chamado Obamacare, projeto que foi marco do governo de Barack Obama, presidente que está de saída.

Cerca de 21 por cento dos norte-americanos querem que Trump foque no sistema de assistência médica quando ele entrar na Casa Branca em 20 de janeiro, segundo o levantamento realizado entre 9 e 14 de novembro, na semana seguinte à vitória do republicano nas eleições.

O tema empregos ficou em segundo lugar, com 16 por cento esperando que ele seja o primeiro na pauta de Trump, enquanto imigração ficou em terceiro, assunto selecionado por 14 por cento dos norte-americanos, segundo a pesquisa. Cerca de 11 por cento escolheu relações raciais.

A pesquisa mostra as prioridades que os norte-americanos estabeleceriam para o novo presidente, mas não avalia o que as pessoas querem ele de fato faça. Uma pesquisa Kaiser Health constatou no fim de outubro que a maioria dos norte-americanos querem remédios mais baratos e acesso a redes maiores de médicos e hospitais. Somente 37 por cento, uma minoria, queriam, como Trump prometeu, revogar todo o Obamacare e começar de novo.

"Nós não podemos pagar. Esse é o problema”, afirmou Daphne Saunders, de 50 anos, no Tennessee, que respondeu à pesquisa Reuters/Ipsos, ao explicar o motivo de ter escolhido assistência de saúde como tema prioritário.

A pesquisa também constatou que os norte-americanos na sua maioria aceitaram o resultado eleitoral, depois de uma das campanhas mais desagregadoras entre as corridas eleitorais recentes. Cerca de 85 por cento declararam que aceitam o resultado como legítimo, e 63 por cento afirmaram que apoiariam o novo presidente.

A campanha de 2016 parece também ter estimulado o público. Cerca de 45 por cento disseram que se “sentem mais motivados” a votar nas próximas eleições, e 42 por cento estão mais motivados a ler e a se informar sobre política.

Uma maioria dos norte-americanos ainda pensa que o país está no caminho errado, e as expectativas em relação ao governo Trump diferem de acordo com o alinhamento partidário.

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