OMS declara fim de emergência por Zika, mas alerta para necessidade de mais ações

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira que o vírus Zika e complicações neurológicas relacionadas a ele não constituem mais uma emergência de saúde internacional, mas disse que continuará a trabalhar com o surto através de um "programa robusto".

O Comitê de Emergência da OMS, que declarou uma emergência internacional de saúde pública em fevereiro, disse que o vírus ainda representa "um problema altamente significativo e de longo prazo".

"O vírus Zika e consequências associadas continuam sendo um desafio duradouro de saúde pública exigindo ação intensa, mas não representa mais" uma emergência internacional, disse o painel da OMS composto por especialistas independentes em um comunicado após a reunião.

Transmitido por mosquitos, o vírus Zika pode causar microcefalia e outros distúrbios neurológicos em bebês e adultos. Ele se espalhou para mais de 60 países e territórios desde que o surto atual foi identificado no ano passado no Brasil.

"O comitê concordou que o Zika deve ser administrado agora dentro da OMS como são outras doenças infecciosas significativas e outras ameaças", disse o presidente do Comitê de Emergência para Zika, Dr. David Heymann, em coletiva de imprensa.

O Dr. Peter Salama, diretor-executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, afirmou: "Não estamos diminuindo a importância do Zika ao colocar isso como um programa de trabalho mais longo, estamos enviando a mensagem de que o Zika está aqui para ficar."

A diretora-geral da OMS, Dra. Margaret Chan, aceitou as recomendações do comitê e declarou o fim da emergência. Mas a agência de saúde das Nações Unidas manteve as recomendações, incluindo a de que as pessoas expostas ao vírus Zika devem adotar medidas preventivas por seis meses para evitar transmissão por via sexual.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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