Merkel quer concorrer a 4º mandato como chanceler da Alemanha, dizem fontes

BERLIM (Reuters) - Angela Merkel afirmou a lideranças de seu partido conservador União Democrata-Cristã (CDU) neste domingo que quer concorrer a um quarto mandato como chanceler da Alemanha na eleição do próximo ano, disseram à Reuters fontes do partido, depois de meses de especulação sobre uma das mulheres mais poderosas do mundo.

Apesar da reação adversa do eleitor à sua política migratória de portas abertas, Merkel, de 62 anos, é vista com uma força estabilizadora na Europa em meio a incertezas após a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia e a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Merkel disse a figuras importantes em seu partido sobre suas intenções em uma reunião preparatória para a eleição de setembro, disseram diversos participantes.

Colegas receberam bem a tão esperada decisão, que deve ser anunciada em uma coletiva de imprensa às 16h (horário de Brasília)

"Angela Merkel é sinônimo de estabilidade, confiabilidade e consideração", disse Julia Kloeckner, política sênior do CDU.

"Com sua natureza simples e calma, ela nos conduziu com segurança durante as crises financeiras e econômicas", disse ela ao jornal Rheinische Post.

Cerca de 55 por cento dos alemães querem que Merkel, a oitava chanceler da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, sirva um quarto mandato, com 39 por cento contra, mostrou uma pesquisa da Emnid no domingo, destacando que, apesar dos contratempos, ela ainda é um ativo eleitoral.

Merkel dirigiu a maior economia da Europa durante a crise da dívida da zona do euro e ganhou respeito internacionalmente, por exemplo, com seus esforços para ajudar a resolver a crise da Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a descreveu na semana passada como uma aliada "notável".

Com a vitória de Trump nos Estados Unidos e o aumento do apoio aos partidos de direita na Europa, alguns comentaristas vêem Merkel como um bastião de valores liberais ocidentais.

No entanto, sua decisão no ano passado de abrir as fronteiras da Alemanha para cerca de 900 mil imigrantes, principalmente de zonas de guerra no Oriente Médio, irritou muitos eleitores em casa e prejudicou sua popularidade.

Seu partido sofreu uma baixa nas eleições regionais no ano passado, enquanto aumentou o apoio ao partido anti-imigrantista Alternativa para a Alemanha (AfD).

Membros do CDU se reúnem em Berlim neste domingo para se prepararem para a última conferência anual do partido antes da eleição de setembro.

Merkel já serviu por 11 anos como chanceler da maior economia da Europa.

(Reportagem de Andreas Rinke e Madeline Chambers)

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