Bovespa sobe 1,85% e recupera os 61 mil pontos; Banco do Brasil é destaque positivo

Por Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta segunda-feira e retomou o patamar dos 61 mil pontos, com as ações do Banco do Brasil liderando os ganhos, após a instituição financeira anunciar plano de reestruturação destinado a reduzir custos, e com cenário externo mais favorável corroborando o tom positivo.

O Ibovespa subiu 1,85 por cento, a 61.070 pontos, recuperando o patamar perdido há pouco mais de uma semana, em meio às preocupações com as políticas do próximo governo dos Estados Unidos, sob o comando do republicano Donald Trump.

O volume financeiro somou 10,8 bilhões de reais, sendo que deste total, 3,28 bilhões de reais foram relativos ao exercício de opções sobre ações.

A alta nos preços do petróleo no mercado internacional ajudou a encorajar a tomada de risco nesta sessão e impulsionou os ganhos da Petrobras. A alta da commodity também favoreceu o desempenho positivo nas bolsas norte-americanas, com seus principais índices atingindo máximas históricas intradia.

A melhora no humor externo, no entanto, não tirou do radar a cautela com a expectativa pelo governo de Trump, com investidores monitorando a formação da equipe do republicano e à espera de sinalizações de como será a condução de seu governo.

Já no front local, o cenário político voltou a ser monitorado por investidores, após a acusação do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de ter sido pressionado pelo ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para liberação de empreendimento na Bahia. Durante a tarde o governo confirmou a permanência do ministro no cargo, embora operadores sigam monitorando potenciais desdobramentos do acontecimento.

DESTAQUES

- BANCO DO BRASIL subiu 7,84 por cento, a maior alta do Ibovespa, após anunciar um plano de reestruturação para economizar até 3,05 bilhões de reais. Analistas do Credit Suisse consideram os planos positivos para o Banco do Brasil, mas alertam que o fechamento de agências é negativo para a BB SEGURIDADE, cujas ações fecharam em baixa de 0,28 por cento, após subirem 1,1 por cento na máxima e caírem 1,4 por cento na mínima.

- PETROBRAS PN avançou 7,3 por cento, enquanto PETROBRAS ON teve valorização de 5,12 por cento, em sessão marcada por alta nos preços do petróleo. Também esteve no radar a decisão liminar da Justiça Federal de Sergipe de suspender o processo de venda de participação da petrolífera nos campos de Baúna e Tartaruga Verde para a Karoon Gas Australia. [O/R]

- VALE PNA subiu 5,54 por cento e VALE ON avançou 5,13 por cento, seguindo o tom positivo do pregão, apesar do declínio nos preços do minério de ferro nesta sessão. As ações PNA caíram mais de 10 por cento nos três pregões anteriores, em meio à queda nos preços do minério e após fortes ganhos recentes.

- ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 0,82 por cento, enquanto BRADESCO PN avançou 0,58 por cento, também ajudando o tom positivo do Ibovespa devido ao peso que as ações têm em sua composição. No mês até sexta-feira, as ações do Itaú acumulavam queda de quase 8 por cento, enquanto os papéis preferenciais do Bradesco tinham perda superior a 12 por cento.

- TELEFÔNICA BRASIL PN teve valorização de 0,97 por cento. No radar estava a divulgação da empresa de seu plano para investir 24 bilhões de reais de 2017 a 2019, com foco principal em expansão de cobertura 4G e ampliação da rede de fibra.

- EMBRAER caiu 2,97 por cento, no pior desempenho do Ibovespa, em meio à queda do dólar frente ao real.

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