Facebook gosta do talento britânico, criará empregos lá apesar de Brexit

LONDRES (Reuters) - O Facebook vai expandir presença no Reino Unido em 50 por cento em 2017, juntando-se a outras empresas de tecnologia dos Estados Unidos, apesar da incerteza provocada pelo voto do país para deixar a União Europeia.

A empresa de redes sociais disse que vai contratar mais 500 funcionários, somando ao grupo de mil que emprega no Reino Unido, conforme se prepara para abrir uma nova sede em Londres em 2017, seguindo outras empresas atraídas pelo talento e um mercado próspero de start-ups.

Antes do referendo de Brexit em junho, os que defendiam da permanência na UE advertiam que as companhias internacionais poderiam procurar reduzir sua presença na região porque a saída do bloco tornaria o Reino Unido menos atrativo para investir.

Grandes bancos como Goldman Sachs e Citi, que empregam milhares de pessoas no centro financeiro de Londres, estão considerando mudar alguns empregos para outros lugares na Europa como resultado da Brexit, uma preocupação para a economia britânica, onde os serviços financeiros contam para cerca de 10 por cento da produção e fornecem alguns dos melhores salários.

A expansão do Facebook no Reino Unido ocorre após o Google dizer no início do mês que investiria cerca de 1 bilhão de libras esterlinas e contrataria 3 mil pessoas no país.

"O Reino Unido é definitivamente um dos melhores lugares para ser uma empresa de tecnologia", disse o vice-presidente do Facebook para Europa, Oriente Médio e África, Nicola Mendelsohn, em uma conferência do CBI e que era muito cedo para dizer o que Brexit significaria para o mercado de trabalho.

(Por Sarah Young, com reportagem adicional de Tom Bergin)

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