Postulantes ao gabinete dos EUA continuam peregrinação à Trump Tower

Por Melissa Fares e Emily Stephenson

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com postulantes a ministérios e cargos no seu prédio em Manhattan nesta segunda-feira, mas não fez novos anúncios, mantendo os candidatos e o público especulando sobre o formato do governo que vai assumir o poder em 20 de janeiro.

A governadora de Oklahoma, Mary Fallin, a parlamentar democrata Tulsi Gabbard e o ex-governador do Texas Rick Perry foram alguns dos que cruzaram o opulento saguão da Trump Tower, as mais recentes das dezenas de audições de um processo de transição relativamente aberto e pouco convencional, iniciado com a eleição de Trump em 8 de novembro.

O presidente eleito republicano escolheu até agora dois integrantes do seu gabinete e três importantes assessores da Casa Branca, mas o seu pessoal afirmou que não eram esperados novos anúncios nesta segunda.

"Eles poderiam vir nesta semana, eles poderiam vir hoje, mas nós não estamos com pressa para divulgar nomes”, disse a assessora Kellyanne Conway à imprensa. “Nós temos é que acertar.”

Trump falou com frequência sobre as suas deliberações com os jornalistas que o seguiram até o seu campo de golfe em Nova Jersey no fim de semana, mas ainda não deu uma entrevista convencional para tratar das suas prioridades. Ele teve um encontro com um grupo de âncoras e executivos de TV na tarde desta segunda e tinha programada uma reunião com representantes da mídia impressa para a terça.

Ainda nesta segunda, Trump planejava divulgar um vídeo sobre o que ele esperava fazer primeiro no Congresso controlado pelos republicanos, afirmaram os seus representantes. Prioridades incluíam comércio, suspensão de regulamentações sobre produção de petróleo, gás e carvão, proteção contra ciberataques e imigração, disseram eles.

A primeira reunião de Trump nesta segunda-feira foi com a veterana da Guerra do Iraque Tulsi Gabbard, uma parlamentar do Havaí que apoiou o derrotado senador Bernie Sanders nas primárias do Partido Democrata contra Hillary Clinton.

A discussão “franca e positiva” teve como foco a guerra na Síria, antiterrorismo e outros temas de política externa, disse ela num comunicado. Ela não afirmou se uma função no governo fez parte da conversa.

Ela tem em certos momentos seguido posições diferentes das do Partido Democrata, apoiando políticas que dificultam a imigração de muçulmanos para os EUA.

Em novembro de 2015, ela, junto com outros democratas, se uniu aos republicanos para aprovar um processo de avaliação mais estrito para refugiados do Iraque e da Síria que buscavam entrar nos EUA. Em 2014, ela defendeu um recuo no programa de dispensa de vistos para Reino Unido, Alemanha, França e outros países europeus com o que ela chamou de populações “islâmicas extremistas”.

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