Buenos Aires diz que projeto imobiliário ligado a Trump não foi autorizado

Por Hugh e Bronstein e e e Luc e Cohen

BUENOS AIRES (Reuters) - A cidade de Buenos Aires não liberou uma permissão para a construção de uma torre empresarial ligada ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e desenvolvedores imobiliários terão que dar entrada a novos documentos para que ela seja reconsiderada, disse a administração da cidade em comunicado na sexta-feira.

O Projeto para a "Trump Tower" perto do obelisco central de Buenos Aires foi noticiado internacionalmente após uma reportagem local afirmar que Trump mencionou a proposta para o complexo de escritórios quando o presidente da Argentina, Mauricio Macri, fez uma ligação para parabenizar Trump na sequência de sua vitória na eleição de 8 de novembro.

A administração de Macri disse que as notícias não eram verdadeiras e que o projeto não foi mencionado durante a ligação.

Trump, um empresário que nunca ocupou um cargo público, tem negócios nos setores imobiliário e de lazer ao redor do mundo, o que motivou preocupações de que seus investimentos possam influenciar suas decisões no cargo.

O governo da cidade de Beunos Aires divulgou seu comunicado "em resposta ao interesse público na possível construção da chamada 'Trump Tower' no centro de Buenos Aires".

Um porta-voz da cidade disse que o nome de Trump não apareceu nos pedidos de autorização, e a The Trump Organization não respondeu um pedido de comentários enviado por e-mail na noite de sexta-feira.

Trump disse que entregará as responsabilidades diárias do comando de sua companhia para seus filhos, mas resistiu a sugestões de que coloque seus ativos sob gestão de uma entidade independente.

O comunicado da cidade disse que o projeto emergiu pela primeira vez no início de 2007, quando uma empresa identificada como Kubic S.A. entrou com um pedido de construção para um lote de terreno agora usado como estacionamento. O plano foi aprovado, mas expirou quando a construção não teve início dentro do período estipulado de três anos, segundo o comunicado.

Em agosto, uma empresa chamada Repetto Oeste AS buscou reviver o plano de 2007, mas a requisição não foi autorizada.

"Por este motivo", disse o comunicado, "não há uma permissão de construção ativa para a propriedade em questão, e as partes interessadas têm que iniciar o processo do começo".

Um investidor envolvido com o projeto proposto em 2007 disse à Reuters que a torre empresarial foi posta em modo de espera e depois vendida durante a crise financeira global. Ele acrescentou que foi difícil obter as permissões devido a restrições de altura de prédios na área.

(Reportagem adicional de Caroline Stauffer)

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