Maradona lamenta morte de Fidel Castro, seu "segundo pai"

BUENOS AIRES (Reuters) - Diego Maradona, o histórico craque do futebol argentino, lamentou neste sábado a morte do líder cubano Fidel Castro, com quem manteve uma grande amizade quando viveu em Havana e considerado por ele como seu "segundo pai".

Fidel morreu na sexta-feira, aos 90 anos, marcando fim de uma era para a América Latina e para o mundo.

"Ligaram para mim de Buenos Aires (sobre a notícia da morte de Fidel) e foi muito chocante. Tive um choro terrível porque ele foi como meu segundo pai", afirmou Maradona a jornalistas em Zagreb, capital da Croácia, onde assiste às finais da Copa Davis.

Fidel e Maradona se conheceram em 1987, um ano depois que a Argentina venceu a Copa do Mundo no México, e a amizade se consolidou nas décadas seguintes. Maradona, inclusive, entrevistou Fidel para um programa de televisão que apresentava na Argentina.

Maradona, que tatuou a imagem de Fidel na panturrilha esquerda, viveu quatro anos em Cuba no início da década dos anos 2000, quando buscava tratamento para vício em drogas.

O craque argentino lembrou neste sábado que durante sua estada em Cuba, Fidel costumava chamá-lo por telefone na madrugada para conversar sobre política, esportes e até para apoiá-lo e dar-lhe confiança para largar o vício.

"É a lembrança mais bonita que me resta", disse Maradona à televisão argentina. Ele afirmou que depois da final da Copa Davis entre Argentina e Croácia neste final de semana vai viajar para Havana para assistir às homenagens a Fidel.

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