Turistas dos EUA encaram funeral de Fidel e aprendem sobre história cubana

Por Daniel Trotta

HAVANA (Reuters) - Eles foram a Cuba em busca de educação, além de um pouco de diversão, e ao invés disso tiveram que encarar um funeral de Estado.

Alguns dos norte-americanos que passeavam pela ilha quando Fidel Castro morreu, na sexta-feira passada, aos 90 anos de idade temeram um tumulto civil e uma grande operação de segurança. Seu receio passou quando viram uma enorme demonstração pública de admiração por Fidel.

    Os Estados Unidos ainda proíbem viagens exclusivamente a passeio a Cuba, mas permitem visitas educativas "de povo para povo". Os norte-americanos cujas visitas coincidiram com este momento da história cubana dizem ter aprendido muito mais do que teriam em uma programação normal de degustação de rum e de música salsa no tempo livre.

    O governo decretou nove dias de luto e suspendeu a música ao vivo, a venda de bebidas alcoólicas e outras diversões.

    O time de beisebol da Universidade Rice, de Houston, teve que cancelar quatro dos cinco jogos de exibição contra times profissionais cubanos.

    Outras pessoas tiveram que abortar planos de visitar o famoso clube noturno Tropicana ou uma apresentação de Plácido Domingo. Até o Museu de Belas Artes foi fechado.

Os jogadores do time de Rice, que também finalizavam um curso de cultura e história cubanas, de repente se viram com mais tempo para estudar do que as 50 horas planejadas durante a viagem. Uma aula de salsa agendada para quinta-feira, no momento considerada imprópria, virou uma instrução de dança moderna sem música – mas os esportistas e os dançarinos cubanos se divertiram mesmo assim.

"Foi uma erupção espontânea de energia juvenil", disse Greg Thielemann, professor de humanidades que viaja com o time.

    O técnico Wayne Graham disse que seus jogadores desenvolveram empatia por Cuba e que a experiência "pode mudar a vida de alguns deles".

    Muitos cidadãos dos EUA têm corrido para visitar Cuba desde que seu presidente, Barack Obama, suavizou as restrições de viagem no ano passado, enchendo os hotéis e restaurantes de Havana.

"Queríamos vir aqui antes dos norte-americanos, embora nós sejamos os norte-americanos", disse Jean Goodnight, que está em uma turnê da National Geographic.

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