GE Power vê pouco impacto em vendas se EUA desistirem de acordos climáticos

NOVA YORK (Reuters) - As vendas de atualizações de usinas elétricas da General Electric não sofreriam muito de os Estados Unidos desistirem de acordos climáticos sob a administração de Donald Trump, uma vez que as empresas do setor ainda querem os benefícios econômicos que derivam das modernizações, disse a GE.

O presidente eleito dos Estados Unidos chamou o aquecimento global de farsa e ameaçou abandonar os acordos climáticos, embora tenha dito recentemente que está mantendo a "mente aberta".

No entanto, mesmo se Trump retirasse os EUA do acordo climático de Paris de 2015, isso não necessariamente cortaria a demanda por melhoras em usinas, disse a GE.

"Nós vemos a demanda sendo muito robusta por produtos que podem diminuir as emissões e aumentar a eficiência", disse Paul McElhinney, presidente-executivo da unidade de serviços de energia da GE, em uma entrevista à TV para a Reuters gravada na segunda-feira.

"Na verdade, eu não vejo nada acontecendo internamente nos EUA como tendo um impacto dramático."

A GE apoia os acordos climáticos, o que, segundo a empresa, pode ajudar a motivar as elétricas a melhorar suas usinas. Ela divulgou um estudo na segunda-feira mostrando que as emissões global de CO2 podem cair em 10 por cento, ou 1,1 milhão de toneladas por ano, se a atual tecnologia para impulsionar a eficiência de usinas termelétricas a carvão e a gás fosse instalada em cada usina operando atualmente.

Essas melhorias custam cerca de 55 milhões de dólares para termelétricas a carvão e 10 milhões de dólares para usinas a gás natural, disse a GE.

A empresa espera fechar contratos avaliados em cerca de 500 milhões de dólares nas próximas semanas, incluindo o acordo de 300 milhões de dólares para melhorar duas usinas elétricas britânicas operadas pela alemã Uniper SE, disse McElhinney.

Atualizações de equipamentos combinadas com novos softwares podem melhorar a eficiência nas usinas a carvão em cerca de 4 pontos percentuais e em 3,3 pontos percentuais no caso das usinas a gás, disse a GE.

(Por Alwyn Scott)

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