Otan e União Europeia consolidam laço transatlântico antes da posse de Trump

Por Robin Emmott e Sabine Siebold

BRUXELAS (Reuters) - A Otan e a União Europeia superaram anos de rivalidade nesta terça-feira e acordaram um plano de sete pontos para se contrapor a táticas como ciberataques, guerra de informação e milícias irregulares da Rússia e outros potenciais agressores.

O pacto, que não tem vigência legal, permite que os seis países da UE fora da Otan se beneficiem de parte do apoio militar dos Estados Unidos, apoio que o presidente eleito Donald Trump sugeriu que poderia ficar condicionado a um maior gasto europeu com defesa.

As propostas devem reassegurar a Europa que os EUA, principal potência da Organização do Tratado do Atlântico Norte, estão comprometidos com a região, apesar dos comentários de Trump durante a campanha que deixaram aliados inquietos, disseram autoridades da Otan.

"Nós estamos fortalecendo os laços transatlânticos e a ligação vital entre a América do Norte e a Europa”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, à imprensa, junto com a responsável da UE por política externa, Federica Mogherini.

"O compromisso dos EUA com a Otan transcende a política. Eu estou confiante que a maioria dos dois principais partidos (dos EUA) estão comprometidos com a Otan”, disse John Kerry, secretário de Estado norte-americano de saída do cargo, a jornalistas.

Durante a campanha eleitoral dos EUA, Trump contestou a tradicional política externa norte-americana para a Europa, dizendo que Washington poderia não defender aliados da Otan que não pagam mais pela sua própria segurança.

O acordo entre a UE e a Otan ocorreu na sequência de um acordo sobre um fundo separado de defesa da Europa para pagar por helicópteros, aviões e outros equipamentos, em parte um sinal para Trump.

O plano da UE e da Otan tem como objetivo assegurar que qualquer recurso dos 22 aliados da Otan e da UE estejam disponíveis para operações tanto de um quanto do outro bloco.

"Com um cenário de segurança em transformação, é uma coisa boa para a Otan e para a União Europeia a combinação de esforços”, declarou o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier.

Ciberataques russos, uma crise imigratória e estados em crise perto da Europa podem exigir tanto uma resposta militar da Otan quanto uma abordagem mais suave que a UE poderia proporcionar para combater propaganda e dar treinamento para estabilizar governos, disseram autoridades.

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