Presidente da Coreia do Sul resiste a sair; empresários negam pedidos de favores

Por Ju-min Park e Se Young Lee

SEUL (Reuters) - A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, que enfrenta um escândalo de tráfico de influência, disse que irá esperar que um tribunal confirme a decisão caso sofra um impeachment, informou uma autoridade de seu partido nesta terça-feira, em um sinal de que a crise política pode se arrastar durante meses.

O governo de Park está diante de uma conjuntura crítica, já que se espera que o Parlamento vote uma moção de impedimento na sexta-feira. Mesmo que a moção seja aprovada, precisa ser ratificada pela Corte Constitucional, um processo que poderia demorar ao menos alguns meses.

Separadamente, os líderes empresariais mais proeminentes do país disseram a uma comissão parlamentar que não pediram favores quando fizeram contribuições a duas fundações no cerne do escândalo, ainda que um deles tenha admitido que foi difícil dizer "não" ao governo.

"É uma realidade sul-coreana que, se há um pedido do governo, é difícil para as empresas declinar", disse Huh Chang-soo, que comanda o GS Group, fornecedora de energia direta para o consumidor, e é presidente do conselho da Federação das Indústrias Coreanas, o principal grupo de lobby dos conglomerados conhecidos como chaebol.

Park, de 64 anos, está sob enorme pressão para renunciar imediatamente, e grandes multidões têm ido às ruas todos os sábados pedindo sua saída. Seu índice de aprovação atingiu o recorde negativo de 4 por cento.

Ela seria a primeira ocupante da presidência sul-coreana eleita democraticamente a não terminar o mandato de cinco anos.

Park é acusada de se aliar com uma amiga e com um ex-assessor para pressionar donos de grandes empresas a oferecerem dinheiro para duas fundações criadas para promover suas iniciativas políticas. Ela negou qualquer irregularidade, mas se desculpou pelo descuido nos laços com a amiga, Choi Soon-sil.

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