ESTREIA-"Fallen" adapta nova franquia sobrenatural sobre anjos e humanos

SÃO PAULO (Reuters) - Capítulo inicial da mais recente franquia adolescente de sucesso, “Fallen” aposta no discreto charme dos anjos caídos e sua paixão por seres humanos.

A saga da autora norte-americana Lauren Kate, que já vendeu cerca de 1,5 milhão de livros no Brasil, chega ao cinema pelas mãos do experiente diretor Scott Hicks, que investe no potencial romântico e sobrenatural com ambição de sustentar uma consagração equivalente a “Crepúsculo”.

Há também um leve toque de “Harry Potter” na trama, disfuncional é verdade, já que a escola em questão aqui se trata de um reformatório, o Sword & Cross (literalmente, Espada & Cruz), em que só alguns alunos têm superpoderes -- os anjos caídos, cujas asas, a bem da verdade, só serão vistas bem adiante na história.

A protagonista é Lucinda Price, ou Luce (Addison Timli), garota prestes a completar 17 anos e mandada para lá depois de um misterioso acidente envolvendo um incêndio, em que morreu seu namorado. Teoricamente, ela teria problemas mentais, já que tem visões estranhas.

Quando chega à escola, começa a “ver” misteriosas imagens do passado, envolvendo um colega, Daniel Grigori (Jeremy Irvine, de “Cavalo de Guerra”). Mas o rapaz a evita, fugindo de qualquer contato.

A semelhança com “Harry Potter” cresce na medida em que ganha importância na trama uma professora, neste caso de Religião, a srta. Sophia (Joely Richardson), cujas aulas servem para introduzir os detalhes místicos da saga – que tem a ver com a antiga revolta de Lúcifer contra Deus, que culminou na expulsão deste do Paraíso e no aparecimento destes anjos caídos, condenados a vagar pela Terra depois que um anjo rebelde recusou-se a escolher um dos dois lados em conflito.

O centro do dilema, no entanto, é a paixão do anjo Daniel pela humana Luce – que se repete através dos séculos, mas está contaminada por uma maldição. A questão agora é se esta maldição poderá ser, finalmente, revertida.

Mesmo sem lembrar-se de nada disso, Luce fica perturbada não só pela atitude ambígua de Daniel como pelo cerco que lhe fazem dois outros colegas – a agressiva Molly (Sianoa Smit-McPhee) e o malignamente sedutor Cam Briel (Harrison Gilbertson). A única amiga de Luce é Penn (Lola Kirke), que parece a única garota normal das redondezas.

Diretor conhecido especialmente pelo sucesso de “Shine – Brilhante” (97), que lhe garantiu duas indicações ao Oscar (direção e roteiro original), Hicks aposta na sedução do romance aparentemente impossível e na ligação do grupo de jovens, anjos ou não, em torno de uma causa que só vai ser efetivamente desdobrada nos próximos filmes. Uma sequência já está, em todo caso, encaminhada, com duas outras possíveis, já que se trata de uma tetralogia. O resto é com a bilheteria.

Que o Brasil é levado muito a sério como etapa importante no sucesso de franquias planetárias pode ser comprovado não só pela antecipação da estreia do filme como pela passagem no País, esta semana, tanto da autora do livro, que é produtora executiva do filme, quanto da protagonista, Addison Timli.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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