Líder do PSDB na Câmara, Imbassahy assumirá Secretaria de Governo de Temer, diz fonte

Por Alonso Soto e Anthony Boadle

BRASÍLIA (Reuters) - O deputado Antonio Imbassahy (BA), líder do PSDB na Câmara, assumirá na próxima semana o comando da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, disse à Reuters nesta quinta-feira uma fonte com conhecimento do assunto.

Imbassahy substituirá o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que pediu demissão do posto no final de novembro em meio a denúncias de que pressionou o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para que favorecesse seus interesses pessoais ao liberar uma obra em Salvador barrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A chegada ao governo de Imbassahy, nome próximo ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), aumenta a participação dos tucanos no governo Temer, movimento que já foi defendido até mesmo pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"O PSDB está colaborando com o governo e quer participar no coração do poder", disse à Reuters a fonte, que falou sob condição de anonimato.

Atualmente tucanos comandam três ministérios no governo Temer --Relações Exteriores, José Serra; Alexandre de Moraes, Justiça; e Bruno Araújo, Cidades--, além de ter o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (SP).

Com a nomeação de Imbassahy, o PSDB chegará ao núcleo duro do governo, dentro do Palácio do Planalto, e responderá pela articulação política de Temer.

A posse do novo ministro, na semana que vem, deve ocorrer próximo à data da eleição do novo líder da bancada tucana na Câmara, marcada para quarta-feira. Estão na disputa os deputados Marcus Pestana (MG), Jutahy Júnior (BA), Daniel Coelho (PE) e Ricardo Tripoli (SP).

A entrega para o PSDB da Secretaria de Governo também deve deixar Temer mais aliviado para confirmar Dyogo Oliveira no comando do Ministério do Planejamento, posto que ele ocupa interinamente. Os tucanos almejavam ocupar a pasta e chegaram a sugerir que o senador Tasso Jereissati (CE) assumisse o posto.

Imbassahy, de 68 anos, já foi filiado ao antigo PFL, atual DEM, e também foi um nome ligado ao falecido ex-senador Antônio Carlos Magalhães na política baiana.

Ele ocupa atualmente pela segunda vez a liderança do PSDB na Câmara e está no segundo mandato de deputado federal. Também já foi prefeito de Salvador, à época pelo então PFL.

(Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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