Candidatos de Trump a postos diplomáticos enfrentam resistência no Senado dos EUA

WASHINGTON/NOVA YORK (Reuters) - Candidatos para as duas principais funções diplomáticas do governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, Rex Tillerson e John Bolton, vão passar por duras avaliações nas sessões de confirmação num Senado comandado pelos colegas republicanos de Trump, à medida que aumentou no Congresso nesta segunda-feira o apoio a um exame completo sobre a possível intromissão russa nas eleições norte-americanas.

As supostas ações russas, combinadas com a admiração pública de Trump pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a escolha de importantes autoridades com laços com Moscou, alimentaram preocupações em Washington.

Parlamentares dos dois principais partidos fizeram questionamentos sobre Tillerson, presidente da Exxon Mobil, que tem relações próximas com a Rússia e já se encontrou algumas vezes com Putin, e sobre Bolton, ex-embaixador dos EUA nas Nações Unidas que tem manifestado uma visão linha-dura sobre o Iraque e o Irã.

Durante o fim de semana, Tillerson apareceu como a escolha esperada de Trump para secretário de Estado. Bolton tem sido mencionado como o possível número 2 no Departamento de Estado.

A transferência de cargo do presidente dos EUA, o democrata Barack Obama, para Trump está programada para 20 de janeiro.

Washington e Moscou estão em discordância sobre temas como Síria, Ucrânia e a presença da Otan no leste europeu.

Tillerson foi elogiado recentemente por Moscou, quando Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que o chefe da Exxon “desempenha as suas funções de maneira altamente profissional”.

Em 2013, Putin concedeu uma honra de estado russa, a Ordem da Amizade, a Tillerson, citando o seu trabalho “fortalecendo a cooperação no setor de energia”.

As preocupações no Congresso se intensificaram nesta segunda-feira por conta das conclusões da inteligência norte-americana de que a Rússia havia tentado minar a candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, com ações hacker contra computadores de organizações e representantes do Partido Democrata, resultando na divulgação de emails privados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, um republicano, disse em comunicado que qualquer intervenção russa nas eleições dos EUA é “especialmente problemática” e manifestou apoio a uma investigação da Câmara. Ele, contudo, acrescentou que uma intrusão russa não deve colocar em dúvida o que ele chamou de resultado “decisivo” das eleições vencidas por Trump.

O deputado Adam Schiff, o principal democrata no painel de inteligência da Câmara, defendeu um inquérito conjunto das duas casas do Congresso.

Durante a campanha presidencial de Trump, democratas e autoridades de governo expressaram alarme quando Trump elogiou várias vezes Putin, sugerindo que eles se dariam bem.

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