Empregados de empresas de tecnologia rejeitam ajudar Trump a vigiar muçulmanos ou deportar imigrantes

WASHINGTON (Reuters) - Mais de cem funcionários de empresas de tecnologia incluindo Google, Twitter e Salesforce se comprometeram nesta terça-feira a não ajudar o governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, a construir um registro para rastrear pessoas baseado em suas religiões ou colaborar em deportações em massa.

Atraindo comparações com o Holocausto e a internação de nipo-americanos durante a Segunda Guerra Mundial, os funcionários assinaram uma carta aberta no neveragain.tech criticando ideias citadas por Trump durante a campanha. O protesto acontece um dia antes vários executivos de empresas de tecnologia se encontrarem com o empresário em Nova York.

"Escolhemos ser solidários aos norte-americanos muçulmanos, imigrantes e pessoas cujas vidas e estilos de vida estão ameaçados pelas propostas de coleta de dados do futuro governo", diz a carta, assinada por engenheiros, designers e executivos.

E continua: "Nos recusamos a construir uma base de dados baseada nos valores religiosos, que são protegidos pela constituição. Nos recusamos a facilitar deportações em massa de pessoas que o governo acredita serem indesejadas".

A equipe de transição de Trump não respondeu a um pedido de comentários sobre a carta aberta.

(Por Dustin Volz)

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