Ministro Coelho Filho admite divisões no PSB, mas defende apoio do partido ao governo

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, reconheceu nesta terça-feira que existem divisões em seu partido, o PSB, mas defendeu que a legenda apoie o governo do presidente Michel Temer.

"Acho que é o momento de o PSB poder prestar apoio ao governo que nós ajudamos a instalar no país, independentemente da minha posição hoje de ministro”, disse Coelho Filho a jornalistas no Palácio do Planalto, após reunião com Temer e representantes do setor sucroalcooleiro.

O encontro com o presidente aconteceu após o diretório gaúcho do PSB aprovar, no sábado, uma moção defendendo que o partido deixe imediatamente o governo Temer.

Coelho Filho disse que o PSB hoje não tem uma liderança nacional, como era o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um desastre aéreo em 2014, mas nenhuma ala do partido deve querer prevalecer sobre as demais.

"Temos diversas lideranças regionais e eu respeito todas elas, elas só não podem querer fazer prevalecer sobre outros Estados e outras regiões a realidade de um determinado Estado ou região”, afirmou.

Além da moção do PSB gaúcho, na segunda-feira a legenda ajudou a oposição na obstrução da leitura do parecer da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O ministro disse que explicou a Temer as "particularidades do partido".

"Nós, como um partido de esquerda que estamos no governo, essa questão da Previdência é um assunto que é muito caro para nós", afirmou.

A reforma da Previdência foi enviada ao Congresso na semana passada e é considerada pelo governo, juntamente com a Proposta de Emenda à Constituição que limita o crescimento dos gastos públicos, peça-chave para o reequilíbrio das contas públicas.

"Ela (reforma) precisa ser debatida, é isso que o partido tem pregado, que uma reforma complexa como essa precisa de tempo para ser discutida", acrescentou o ministro.

(Reportagem de Leonardo Goy)

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