Imagem de vídeo é usada para marcar pênalti no Mundial de Clubes e causa polêmica

OSAKA (Reuters) - Imagem de vídeo foi usada para a marcação de um pênalti pela primeira vez numa competição da Fifa, o Mundial de Clubes, nesta quarta-feira, e houve polêmica sobre a decisão e o tempo levado para se chegar ao veredicto.

O campeão japonês Kashima Antlers foi beneficiado depois que um árbitro fora de campo, o chamado árbitro assistente de vídeo, chamou a atenção do juiz húngaro Viktor Kassai para uma falta de Orlando Berrio do Atlético Nacional.

Kassai indicou que ele reveria o incidente, que ele assistiu numa tela de computador ao lado do campo, antes de decidir marcar o pênalti.

Shoma Doi converteu o pênalti para o Kashima, que ao final venceria os campeões sul-americanos por 3 x 0.

Berrio fez a falta em Daigo Nishi quando os jogadores se dirigiam para área após uma cobrança de falta, mas a decisão provocou irritação dos torcedores que avaliaram que Nishi estava impedido quando a falta foi batida.

Houve também preocupação com o tempo que se levou até a decisão final.

A bola permaneceu em jogo por 45 segundos depois do incidente do pênalti, tempo em que o Nacional perdeu a posse de bola, o Kashima partiu para novo ataque, a ofensiva foi interrompida pelo Nacional, que contra-atacou e ganhou um arremesso lateral.

O Nacional iria cobrar o lateral quando Kassai ordenou a revisão, um minuto e dez segundos depois do incidente. Levou mais um minuto e cinco segundos até que o pênalti fosse apitado.

"Depois de receber a informação sobre o pênalti não visto do assistente de vídeo, Danny Makkelie, o juiz Viktor Kassai fez um sinal de TV para indicar que ele iria conduzir uma revisão de imagem no gramado pelo monitor ao lado campo”, disse um comunicado da Fifa.

"Antes disso, o assistente aplicou corretamente a prática do ‘espere e veja’ em relação à posição de impedimento do jogador que sofreu a falta.”

“A infração do impedimento nunca se materializou porque o jogador não foi capaz de disputar a bola com o adversário”, acrescentou o texto.

(Por Andrew Downie, com reportagem adicional de Brian Homewood)

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