Japão e Rússia firmam acordos econômicos, mas não avançam sobre disputa territorial

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, encerraram dois dias de conversas nesta quinta-feira com vários acordos econômicos, mas sem um grande avanço em relação à disputa territorial que ofusca a relação entre os dos países desde a Segunda Guerra Mundial.

Putin estava retornando para casa com promessas de cooperação econômica depois de parecer ter alcançado o que especialistas disseram que era um objetivo chave: aliviar o isolamento internacional no momento em que a Rússia enfrenta a condenação ocidental por conta da destruição do leste de Aleppo, onde o país dá apoio às forças do presidente da Síria, Bashar al-Assad.

Abe e Putin concordaram em lançar negociações sobre atividades econômicas conjuntas nas ilhas que são centrais na disputa territorial como um passo para se chegar a um tratado de paz e assim formalmente terminar com a Segunda Guerra, disseram os dois lados num comunicado conjunto.

As ilhas no oeste do Pacífico, chamadas pelo Japão de Territórios do Norte e pela Rússia de Curilas do Sul, foram tomadas por forças soviéticas no fim da Segunda Guerra Mundial, e 17 mil moradores japoneses foram forçados a fugir.

A disputa sobre a soberania delas impede os dois países de assinarem um tratado de paz.

Abe declarou que ele e Putin haviam dado “um passo importante” em direção ao tratado de paz, mas a conclusão não seria fácil. “O tema não será resolvido se cada um de nós apenas apresentar o próprio argumento”, disse Abe em entrevista à imprensa junto com Putin.

(Por Kiyoshi Takenaka e Katya Golubkova)

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