Suíça aprova lei que evita confronto com UE sobre imigração

Por Michael Shields

ZURIQUE (Reuters) - A Suíça aprovou uma lei nesta sexta-feira com o objetivo de conter a imigração ao priorizar cidadãos suíços na ocupação de vagas de emprego, mas driblou uma exigência de eleitores pela imposição de cotas que poderia prejudicar uma relação próxima com a União Europeia.

Agora que o Parlamento endossou a nova lei de imigração, o foco será a reação da UE.

Até agora Bruxelas vem mostrando pouca flexibilidade na livre circulação de pessoas --o princípio que sustenta o acesso suíço ao mercado comum-- para não incentivar o Reino Unido no momento em que o país negocia sua saída do bloco.

A falta de um limite para a imigração em um país de 8,3 milhões de habitantes, cuja população já é um quarto estrangeira, levou o direitista Partido Popular Suíço (SBP) a afirmar que os políticos desafiaram uma vontade do povo expressa em um referendo de 2014.

O SVP, o maior partido no Parlamento, acusou outras legendas de se curvarem a Bruxelas e se omitirem do dever de defender a soberania suíça. Membros do partido ergueram cartazes em protesto contra a votação final com os dizeres "ruptura constitucional" e "a imigração em massa continua".

Mas uma maioria parlamentar clara não quis arriscar uma rixa com a UE, o principal parceiro comercial da Suíça, que poderia retaliar anulando outros acordos bilaterais que facilitam os negócios em setores que representam 7 por cento da produção do país.

Quase 1,4 milhão de cidadãos da UE moram na Suíça, e outros 365 mil entram para trabalhar todos os dias vindos de países vizinhos.

(Reportagem adicional de Ruben Sprich em Berna)

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