China vai devolver drone e critica EUA por propaganda sobre o assunto

PEQUIM (Reuters) - O Ministério da Defesa da China disse neste sábado ter conversado com os Estados Unidos sobre a devolução de um drone subaquático capturado por uma embarcação naval chinesa no Mar da China Meridional, mas que os EUA não estavam ajudando com "propaganda" do problema.

O drone foi capturado na quinta-feira, a cerca de 50 milhas náuticas a noroeste de Subic Bay, ao lado das Filipinas, quando o USNS Bowditch estava prestes a recuperar o veículo subaquático não tripulado (UUV, na sigla em inglês), disseram autoridades norte-americanas.

O Ministério da Defesa disse que um navio da Marinha chinesa descobriu um "equipamento não identificado" e o verificou para evitar problemas de segurança na navegação, antes de descobrir que era um drone norte-americano.

"A China decidiu devolvê-lo aos EUA de maneira apropriada, e a China e os EUA têm estado em comunicação sobre isso", disse o Ministério em seu site.

"Durante este processo, a propaganda unilateral e aberta dos EUA é inapropriada, e não é benéfica para a resolução tranquila desta questão. Nós lamentamos isso", acrescentou.

Sem dizer diretamente se o drone estava operando em águas que a China considera próprias, o Ministério disse que os navios e aeronaves dos EUA têm, há muito tempo, conduzindo vigilância e pesquisas em águas chinesas.

"A China se opõe resolutamente a isso, e exige que os EUA interrompam esse tipo de atividade", disse.

A China permanecerá em alerta para este tipo de atividades e tomará as medidas necessárias para lidar com elas, disse o Ministério sem detalhar.

Os Estados Unidos dizem que o drone estava operando legalmente.

"O UUV estava conduzindo legalmente um levantamento militar nas águas do Mar da China Meridional", disse um funcionário americano, falando sob condição de anonimato. "É uma embarcação soberana imune, claramente marcada em inglês para não ser removida da água - que era propriedade dos EUA", disse o funcionário.

O Pentágono confirmou o incidente em uma entrevista coletiva na sexta-feira, e disse que o drone usava tecnologia disponível comercialmente e era vendido por cerca de 150 mil dólares.

Ainda assim, o Pentágono considerou como séria a apreensão da China, uma vez que efetivamente pegou posse militar dos EUA.

"É nosso, e está claramente marcado como nosso e gostaríamos de tê-lo de volta, e gostaríamos que isso não voltasse a acontecer", disse o porta-voz do Pentágono, Jeff Davis.

(Por Ben Blanchard)

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