Negociações avançam para que Joseph Kabila deixe presidência do Congo em 2017

KINSHASA (Reuters) - Rivais políticos na República Democrática do Congo se aproximaram neste sábado de um acordo para que o presidente Joseph Kabila deixe o poder em 2017, após dezenas de pessoas terem morrido durante uma onda de protestos nesta semana pelo final de seu mandato.

Segundo o acordo, eleições seriam realizadas no próximo ano e Kabila, que assumiu o poder no quarto país mais populoso da África depois que seu pai foi assassinado em 2001, concordaria em não alterar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato.

Os bispos católicos romanos que mediaram durante semanas as negociações estavam otimistas quanto a um acordo em tempo para uma cerimônia de assinatura planejada para sexta-feira, mas o principal bloco de oposição do Congo alertou para a permanência de várias diferenças "significativas".

"Terminamos praticamente 95 por cento do trabalho", disse Marcel Utembi, presidente da Conferência dos Bispos Católicos. "Ainda resta percorrer um curto caminho."

As divisões persistiram sobre se o primeiro-ministro virá do bloco principal da oposição e sobre a composição da comissão eleitoral, acusada pela oposição de ter viés pró-governo.

"Caso as divergências não sejam superadas, será difícil assinar este acordo", disse a repórteres o líder da oposição, Jean Marc Kabund.

Kabila, cujos representantes participaram das negociações, não quis comentar.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, ao menos 40 pessoas foram mortas nesta semana pelas forças de segurança durante a repressão contra manifestantes que participaram de protestos exigindo a saída de Kabila do cargo.

(Por Aaron Ross)

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