Estado Islâmico mata 24 em Bagdá e interrompe estrada para Mosul

Por Kareem Raheem e Ghazwan Hassan

BAGDÁ/TIKRIT (Reuters) - Um carro-bomba do Estado Islâmico matou 24 pessoas em uma movimentada praça no distrito de Sadr City, em Bagdá, nesta segunda-feira, e os militantes cortaram o acesso a uma rodovia principal que liga a capital a Mosul, último grande bastião dos rebeldes no Iraque.

Um comunicado online distribuído pela agência de notícias Amaq, que apoia o Estado Islâmico, disse que o grupo sunita ultra radical teve como alvo uma congregação de xiitas, os quais os rebeldes consideram apóstatas. Sessenta e sete pessoas ficaram feridas pela explosão.

Forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos estão atualmente travando uma batalha contra o Estado Islâmico para expulsar o grupo militante sunita da cidade de Mosul, o último reduto dos jihadistas no país. As forças do governo, no entanto, enfrentam forte resistência.

A reconquista de Mosul pelas forças do governo pode representar o fim do autodeclarado califado do Estado Islâmico, mas os militantes ainda teriam capacidade de realizar ataques ao estilo de guerrilha, além de tentarem planejar e inspirar ataques no Ocidente.

Três bombas mataram 29 pessoas em Bagdá no sábado, e um ataque perto da cidade de Najaf, ao sul, no domingo, deixou sete policiais mortos.

Desde o começo da ofensiva para recapturar Mosul, em 17 de outubro, forças de elite já retomaram um quarto da cidade, na maior operação terrestre no Iraque desde a invasão de 2003 liderada pelos EUA que derrubou o então ditador Saddam Hussein. A expectativa é que o grupo seja expulso do país até abril.

Embora os combates tenham continuado ao redor de Mosul nesta segunda-feira, o Estado Islâmico também teve como alvo posições além do campo de batalha, matando 16 combatentes pró-governo e cortando acesso a uma estratégica rodovia ligando Mosul a Bagdá.

Militantes atacaram alojamentos do Exército perto de Baiji, a 180 quilômetros ao norte da capital, matando quatro soldados e ferindo 12 pessoas, incluindo combatentes tribais sunitas, disseram fontes do Exército e da polícia.

No local, foram capturadas armas e lançados morteiros perto de Shirqat, forçado forças de segurança a impor toque de recolher e a fechar escolas e escritórios na cidade, de acordo com autoridades locais e fontes de segurança.

O prefeito de Shirqat, Ali Dodah, disse que após os ataques o Estado Islâmico tomou três pontos de controle na rodovia que liga Baiji a Shirqat. Salvas de artilharia que acertaram Shirqat mataram pelo menos duas crianças, disse ele à Reuters por telefone.

Em um incidente separado, homens armados adentraram uma vila perto de Udhaim, 90 quilômetros ao norte de Bagdá, onde executaram nove combatentes tribais sunitas com tiros na cabeça, disseram fontes médicas e policiais.

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