Temer diz que situação da segurança pública envolve segurança nacional; comemora IPCA

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer reiterou nesta quarta-feira a informação sobre as liberações de recursos da União para a área da segurança pública, ressaltando que, embora não seja exatamente uma atribuição do Executivo federal, o quadro atual envolve a segurança nacional.

"Há uma preocupação da União federal com o fenômeno da segurança pública porque ele envolve hoje, quase, vamos dizer assim, em um certo exagero, a própria segurança nacional", disse Temer em discurso no início de reunião com o núcleo de infraestrutura do governo, no Palácio do Planalto.

Os comentários ocorrem depois que a primeira semana de 2017 foi marcada por violentas rebeliões em presídios no Norte do país que levaram à morte de quase 100 presos.

Temer ressaltou que o governo federal passou a se preocupar mais com a questão da segurança pública também porque facções criminosas têm ampliado suas atuações "quase em um uma regra jurídica, uma regra de direito, fora do Estado", e citou nominalmente as organizações Primeiro Comando da Capital (PCC) e Família do Norte, apontadas como responsáveis pelos massacres recentes em presídios.

"Veja que eles têm até preceitos próprios. Para surpresa nossa, até quando fazem aquela pavorosa matança o fazem baseado em códigos próprios. Então, essa é uma questão que passa, ultrapassa os limites da segurança, para preocupar a nação como um todo", afirmou.

"BOA NOTÍCIA"

Temer também aproveitou o discurso para comemorar o fato de a inflação oficial ao consumidor ter subido menos que o esperado em dezembro e terminado 2016 dentro da meta do governo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano passado com alta de 6,29 por cento, voltando a ficar dentro da meta do governo --de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais-- depois de ter estourado o objetivo em 2015.

"Hoje nós temos uma boa notícia, questão da inflação oficial", disse Temer.

"O governo está fazendo, e quando eu digo governo eu digo nós todos, está num caminho certo, num caminho adequado, dando resultados positivos", afirmou. "Ninguém esperava que ao final do ano se chegasse abaixo da meta estabelecida. E toda projeção para este ano é a redução ainda maior da inflação", acrescentou.

O presidente também exaltou a rapidez no andamento de reformas propostas pelo governo, ainda que apenas a que limita os gastos públicos já tenha sido aprovada em definitivo no Congresso.

A reforma do Ensino Médio ainda depende de aprovação do Senado, enquanto a reforma da Previdência e as mudanças na legislação trabalhista estão em estágios iniciais de tramitação.

"Foi uma vitória termos chegado nestas quatro reformas fundamentais pré-anunciadas no passado e que foram realizadas em um tempo muito curto", disse.

O presidente ressaltou que 2017 "é um ano fundamental porque é um ano de consolidação, digamos assim, daquilo que nós fizemos, todos fizemos, no segundo semestre de 2016".

(Reportagem de Leonardo Goy; Texto de Alexandre Caverni; Edição de Pedro Fonseca e Patrícia Duarte)

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