Fazendeiros brasileiros formam milícias contra ativistas da terra, diz Human Rights Watch

Por Chris Arsenault

RIO DE JANEIRO (Thomson Reuters Foundation) - Grandes fazendeiros estão formando milícias privadas no Brasil para atacar ativistas pelo direito à terra, disse a Human Rights Watch nesta quinta-feira, à medida que a violência rural no país alcança os seus piores índices em uma década.

Pelo menos 54 pessoas foram mortas em conflitos rurais de terra no Brasil em 2016, disse um representante da Human Rights Watch (HRW), citando a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Esse é o maior nível da violência rural no Brasil desde 2003, quando 71 pessoas foram mortas, afirmou a CPT.

"Aqueles que usam violência para manter o controle sobre a terra podem agir com impunidade, eles podem matar”, disse César Muñoz, da HRW, à Fundação Thomson Reuters.

Quase cinco milhões de famílias no Brasil não têm terra, de acordo com um estudo de 2016 feito pela Universidade de Windsor, do Canadá.

Um por cento da população brasileira possui cerca de 45 por cento da terra, segundo o estudo.

O governo brasileiro diz que trabalha para melhorar a distribuição da terra, mas reivindicações conflitantes de diferentes pedaços de terra e títulos confusos em áreas rurais tornam o processo lento.

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