Irlanda do Norte pode ter eleição antecipada em meio a impasse político

Por Amanda Ferguson

BELFAST (Reuters) - O ministro do Reino Unido para a Irlanda do Norte deve convocar ainda nesta segunda-feira uma eleição antecipada para a província, uma semana após a renúncia do vice-primeiro-ministro Martin McGuiness abalar o governo com apenas oito meses.

McGuiness renunciou em protesto à maneira como a primeira-ministra, Arlene Foster, lidou com um controverso esquema de energia verde, arriscando paralisar a política na região justamente no momento em que o Reino Unido se prepara para conversas para deixar a União Europeia.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, fez uma última tentativa de persuadir o partido nacionalista irlandês Sinn Fein, de McGuiness, e a legenda pró-Reino Unido Partido Unionista Democrático (DUP, na sigla em inglês), de Foster, para superar o impasse.

May destacou que a estabilidade política daria à província uma maior voz nos preparativos do Brexit, disse a porta-voz da premiê.

No entanto, a escolha do Sinn Fein de não nomear um substituto para McGuiness agora significa que o ministro de May para a Irlanda do Norte, James Brokenshire, deve dissolver a assembleia da província a partir das 15h (horário de Brasília). O Sinn Fein já começou a escolher candidatos para eleição.

"O Sinn Fein não irá renomear para a posição de vice-primeiro-ministro. Agora o povo terá sua voz", disse a ministra do Sinn Fein Michelle O'Neill à assembleia da Irlanda do Norte.

O Sinn Fein, que já foi braço político do Exército Republicano Irlandês (IRA), tem governado com o rival DUP por dez anos sob acordos de compartilhamento de poder, que colocou um fim a três décadas de violência sectária na província.

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