Madonna defende afirmação sobre "explodir a Casa Branca" e diz que era metáfora

Por Sharon Bernstein

(Reuters) - A cantora pop Madonna, que disse ter pensado em "explodir a Casa Branca" durante um discurso cheio de palavrões durante a Marcha das Mulheres de sábado em Washington, explicou no domingo que falava metaforicamente.

O discurso de Madonna, que foi criticado nas redes sociais, levou alguns canais de televisão a interromperem bruscamente suas transmissões ao vivo da marcha, que atraiu centenas de milhares de pessoas em manifestações em todo o território norte-americano em protesto contra a eleição de Donald Trump como presidente.

"Não sou uma pessoa violenta", disse a cantora e compositora no Instagram. "Usei uma metáfora e compartilhei duas maneiras de ver as coisas -- uma era ser esperançosa, e a outra era sentir raiva e indignação, o que senti pessoalmente".

A artista, de 58 anos, liderou a multidão no sábado aos brados de "Sim, estamos prontos" para enfrentar as políticas defendidas por Trump, que durante a campanha eleitoral fez comentários sobre a atratividade de rivais e promessas de banir ou diminuir os direitos ao aborto.

Os comentários de Trump em um vídeo de uma década atrás, no qual declarava que, por se uma celebridade, as mulheres lhe permitiriam que as beijasse e as tocasse sem seu consentimento, revoltou ainda mais muitas mulheres.

Em seu discurso durante o protesto, Madonna direcionou palavras grosseiras aos críticos do protesto.

"Aos nossos detratores que insistem que esta marcha nunca dará em nada, vão se f...", disse a pop star, que depois repetiu a ofensa.

Suas palavras desencadearam críticas imediatas nas redes sociais. No Youtube, onde seu discurso foi mostrado ao vivo e em formatos gravados, vários usuários chamaram a artista de "má".

Outros expressaram revolta por seu comentário de que pensou em explodir a Casa Branca. No Twitter, alguns usuários exigiram que ela seja investigada por fazer ameaças terroristas.

O comparecimento da marcha de sábado foi inédito, e os organizadores afirmaram ter mobilizado 5 milhões de manifestantes em todo o mundo.

Não há estimativas oficiais para o evento principal de Washington, mas o número ultrapassou claramente os 200 mil projetados pelos organizadores, preenchendo grandes trechos do centro da capital no entorno da Casa Branca e da National Mall.

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