Social-democracia alemã indica Schulz para concorrer contra Merkel

Por Madeline Chambers e Holger Hansen

BERLIM (Reuters) - O partido social-democrata da Alemanha (SPD), de centro-esquerda, indicou nesta terça-feira o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz como seu candidato para concorrer com Angela Merkel ao posto de chanceler nas eleições nacionais em setembro.

A indicação se deu depois da decisão de Sigmar Gabriel, líder do partido, de abrir caminho para Schulz, uma iniciativa que mostra que o SPD está determinado a terminar com o seu papel de parceiro minoritário na atual coalizão de governo de Merkel após a eleição de 24 de setembro.

Pesquisas de opinião indicam que Schulz, de 61 anos, tem mais chances do que Gabriel – apesar de ainda muito poucas – de derrotar Angela Merkel, que comanda a Alemanha desde 2005 e é a líder mais poderosa da Europa. A grande coalizão com o SPD está no governo desde 2013.

Perguntado durante entrevista à imprensa na sede do SPD em Berlim sobre a sua decisão de abrir caminho para Schulz, Gabriel disse: “Porque ele tem mais chances”.

Schulz tem adotado uma posição dura contra o populismo de direita na Europa e vai lutar por justiça social e democracia, acrescentou Gabriel.

A expectativa é que o partido confirme a candidatura de Schulz e a sua posição de líder da agremiação numa reunião no domingo.

Contudo, Schulz vai ter em tirar Merkel do poder um trabalho bastante difícil. Os conservadores da chanceler estão à frente do SPD nas pesquisas por até 15 pontos percentuais.

"Este país precisa de uma nova liderança nestes tempos difíceis”, afirmou Schulz, alertando que sociedades europeias estão se tornando divididas por causa do populismo.

Mais cedo, Gabriel fez um raro ataque contra Merkel e a insistência dela em austeridade financeira durante a crise da zona do euro.

"As políticas de Angela Merkel e Wolfgang Schaeuble (ministro das Finanças) sem dúvida contribuíram para as crises profundas na União Europeia desde 2008, para o isolamento de um governo alemão dominante e, por causa da insistência incansável em relação à austeridade, para o alto desemprego fora da Alemanha”, disse ele em comunicado.

Isso reforçou partidos populistas antieuropeus, acrescentou.

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