ESTREIA-Milla Jovovich é a única esperança da humanidade em "Resident Evil 6"

SÃO PAULO (Reuters) - Não é preciso conhecimento prévio, nem tampouco familiaridade com a série “Resident Evil”, para acompanhar o sexto exemplar e, supostamente, o encerramento da franquia que começou em 2002 e traz a atriz ucraniana Milla Jovovich como Alice, a protagonista, e como diretor e roteirista Paul W. S. Anderson.

“Resident Evil 6: O Capítulo Final” começa com uma recapitulação que resume tudo o que é preciso saber para entender o filme.

Um vírus criado em laboratório, o T-Vírus, contaminou a humanidade, transformando as pessoas em mortos-vivos devoradores de outros humanos. O mundo, num típico apocalipse cinematográfico, está destruído, e Alice descobre a existência de um antivírus que anula os efeitos do original, destruindo tudo e todos que estão contaminados. Assim, os poucos milhares de sobreviventes saudáveis podem recomeçar o mundo.

Para conseguir essa droga, e aí o sexto filme começa, Alice deve ir a Raccoon City e entrar na Colmeia, onde está o antivírus que, uma vez liberado, se espalhará por todo o planeta pelo ar. Ela tem apenas 48 horas. No primeiro dia, não acontece muita coisa, até que, rumando ao seu destino, começa a ser atacada.

O cenário devastado não é muito diferente de todos os filmes apocalípticos. Cidade destruída, carros abandonados, aviões caídos, tudo cinza e fumaça subindo ao céu aqui e ali. A fotografia, assinada por Glen MacPherson (de “Resident Evil 5: Retribuição”) ressalta o cinza em contraste com tons quentes, como marrom e laranja.

No meio de sua viagem, Alice é capturada pela gangue de fanáticos religiosos comanda pelo Dr. Alexander Isaacs (Iain Glen), um dos responsáveis pela criação do vírus. Amarrada a um tanque de guerra, ela precisa correr na mesma velocidade enquanto tem de se livrar dos zumbis que também a perseguem. O fato de a protagonista ser absurdamente esperta e forte é crucial em sua missão.

Personagens recorrentes da série, como a figura virtual da Rainha Vermelha (Ever Anderson), Albert Wesker (Shawn Roberts) e Claire (Ali Larter), também dão o ar de sua graça. Assim como novas aquisições, caso de Abigail (Ruby Rose, de “xXx: Reativado”) e Doc (Eoin Macken) -- ambos fazem parte de um grupo de humanos saudáveis que ajudará Alice. Mas, como é o último filme, não devemos nos apegar a esses personagens.

A primeira parte, antes de Alice chegar à Colmeia, se parece com um “Mad Max” menos sagaz, mas não menos divertido. Já quando finalmente o grupo chega ao seu destino final, “Resident Evil 6” lembra suas origens de game e se transforma em um, previsível e alongado, mas os malabarismos e capacidade de distribuir sopapos de Milla Jovovich continuam impressionantes.

Tudo indica que “Resident Evil 6” é, conforme o subtítulo, o “capítulo final” da série. Em todo o caso, o filme deixa ainda alguma ponta que pode ser o ponto de partida de um “Resident Evil 7: O recomeço”, ou “A Nova Geração”, ou algo assim.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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