Saída dos EUA de acordo Transpacífico pode ser positiva para Brasil, diz ministro Marcos Pereira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país da Parceira Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) pode ser positiva para o Brasil, especialmente para a exportação de produtos agrícolas, mas o protecionismo norte-americano é preocupante, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira.

Em uma de suas primeiras medidas após tomar posse, Trump determinou esta semana a saída dos EUA do TPP, cumprindo uma promessa de campanha. O acordo fora firmado pelo governo Barack Obama, e os países integrantes formariam um dos maiores blocos comerciais do mundo.

Segundo Pereira, com a saída dos EUA abre-se uma boa oportunidade para o Brasil preencher um vazio deixado pela maior potência do planeta, especialmente para o agronegócio nacional, que é altamente competitivo.

“Entendemos que na área do agrobusiness, do agronegócio, abre-se uma oportunidade grande para o Brasil. Poderemos avançar em outras áreas também com os países, e esse será o nosso foco no comércio exterior”, disse o ministro a jornalistas.

A rejeição ao bloco comercial do Pacífico fazia parte da promessa de campanha de Trump de proteger e fortalecer a indústria local norte-americana e estimular a geração de empregos nos Estados Unidos. Se por um lado o Brasil pode ter benefícios com a saída dos EUA do TPP, a política protecionista do presidente norte-americano é vista com preocupação pelo ministro.

Pereira destacou que, justamente no momento em que o Mercosul negocia medidas para tornar o bloco mais aberto, as barreiras comerciais a serem criadas por Trump podem prejudicar esse impulso expansionista.

“No momento em que o Brasil e o Mercosul começam a se abrir, em que vamos tentar avançar no acordo com a União Europeia ainda, se possível, esse ano.... Com todos mais abertos, vem a maior economia do mundo se fechando, essa é uma preocupação”, disse.

O ministro afirmou ainda que o Brasil deve fechar 2017 com um novo superávit na balança comercial e o desempenho deve superar o saldo positivo de 47,7 bilhões de dólares em 2016. A previsão é de um resultado positivo de cerca de 50 bilhões de dólares, afirmou.

“A perspectiva é de algo em torno de 50 bilhões. Acho que a economia esse ano, a partir do segundo semestre, começa a crescer. Tudo vai depender também de como o câmbio vai flutuar”, disse.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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