Polícia de Israel interroga Netanyahu pela terceira vez em investigação criminal

Por Maayan Lubell

(Reuters) - A polícia interrogou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pela terceira vez em janeiro nesta sexta-feira, parte de uma investigação criminal sobre abuso de poder, noticiou a mídia israelense.

Uma fonte da polícia confirmou que o interrogatório ocorreu, mas não deu mais detalhes. Um cinegrafista da Reuters presente na residência oficial de Netanyahu, onde o interrogatório aconteceu, disse que os investigadores ficaram três horas no local.

A polícia confirma que está interrogando Netanyahu como suspeito de dois casos criminais, um envolvendo presentes que ele e sua família receberam de empresários e outro relacionado a conversas que ele teve com um editor israelense. O premiê negou qualquer irregularidade.

A apresentação de acusações provavelmente causaria um tumulto político em Israel e pressões para que Netanyahu, de 67 anos, renunciasse depois de 11 anos no governo ao longo de quatro mandatos.

O primeiro caso envolve Netanyahu e familiares que teriam recebido presentes regularmente de dois empresários. A mídia israelense informou que os presentes incluem charutos e champanhe.         

O segundo diz respeito a um acordo que o líder supostamente debateu com o proprietário de um dos maiores jornais do país, o Yedioth Ahronoth, pedindo uma cobertura melhor em troca de limites à concorrência de um jornal gratuito de propriedade de Sheldon Adelson, um magnata dono de cassinos.

Adelson é um apoiador do premiê e seu diário é fervorosamente pró-Netanyahu.

A Rádio Israel disse que o interrogatório desta sexta-feira se concentrou sobretudo no segundo caso.

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