Putin e Trump devem discutir sanções à Ucrânia em telefonema, diz Casa Branca

Por Susan Heavey e Christian Lowe

WASHINGTON/MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provavelmente irão debater as sanções que Washington impôs a Moscou devido ao conflito na Ucrânia quando os dois líderes conversarem por telefone no sábado, disse uma assessora do primeiro escalão da Casa Branca.

Anteriormente Trump disse que, como parte da reaproximação que busca com a Rússia, está preparado para rever as sanções que seu antecessor, Barack Obama, impôs aos russos em 2014 em reação à anexação da península ucraniana da Crimeia.

Essa medida irá encontrar resistência de figuras influentes em Washington e de líderes estrangeiros que acreditam que as sanções só deveriam ser amenizadas se Moscou atender as condições ocidentais em relação à Ucrânia.

Entre as sanções dos EUA que vêm prejudicando mais a Rússia estão aquelas que visam seus serviços financeiros, já que limitam a capacidade da economia russa de elevar sua dívida, e suas empresas de energia.

No mesmo dia em que tratar com Putin, Trump terá uma conversa telefônica com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e com o presidente da França, François Hollande, informou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em um tuíte. Tanto Hollande quanto Merkel argumentaram que é prematuro suavizar as sanções.

A principal assessora de Trump, Kellyanne Conway, disse em entrevistas a redes de televisão norte-americanas nesta sexta-feira que Trump e Putin provavelmente irão debater uma variedade de temas, inclusive esforços conjuntos para combater o terrorismo.

Solicitada no programa "Fox & Friends", do canal FOX News, a comentar as insinuações de que as sanções do governo Obama irão estar na pauta, Kellyanne respondeu: "Tudo isso está sendo cogitado".

A conversa será a primeira entre os dois líderes desde que Putin ligou para Trump para cumprimentá-lo por sua vitória eleitoral em novembro.

Trata-se de um primeiro passo rumo ao que Trump classificou como uma normalização das relações depois de três anos de tensões desencadeadas pelo conflito ucraniano.

Trump e Putin nunca se encontraram, e não está claro como suas personalidades muito diferentes irão se combinar. O primeiro é um empresário extravagante do setor imobiliário que muitas vezes age por instinto, enquanto o segundo é um ex-espião soviético que calcula cada passo metodicamente.

Ambos, porém, falaram sobre encerrar a inimizade que colocou o relacionamento entre as duas potências em seu pior momento desde a Guerra Fria. Trump está sofrendo um enorme escrutínio de críticos que afirmam que ele foi eleito com ajuda da inteligência russa – uma alegação que ele nega.

(Reportagem adicional de Noah Barkin, Joseph Nasr e Andrea Shalal em Berlim, Polina Devitt e Denis Pinchuk em Moscou e Eric Walsh em Washington)

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