Dois iraquianos impedidos de entrar nos EUA lideram luta legal contra decreto de Trump

Por Mica Rosenberg e David Ingram

NOVA YORK (Reuters) - Uma juíza federal vetou no sábado a deportação de dezenas de viajantes e refugiados de sete países de maioria muçulmana, presos em aeroportos dos Estados Unidos sob uma ordem do presidente Donald Trump, depois de uma ação judicial movida por dois iraquianos ligados às forças de segurança dos EUA.

No processo aberto na corte do Brooklyn, os dois homens dizem que suas conexões com as forças dos EUA os torna alvos em seu país natal e que eles têm vistos válidos para entrar nos EUA.

Em uma decisão de emergência no sábado, a juíza Ann Donnelly ordenou às autoridades norte-americanas que interrompessem a deportação de refugiados previamente aprovados, bem como "titulares de vistos válidos de imigrantes, não imigrantes e outras pessoas ... legalmente autorizadas a entrarem nos Estados Unidos", provenientes dos países alvos da ordem de Trump.

A promotora do Departamento de Justiça dos EUA, Susan Riley, afirmou durante a audiência: "Isso se desenvolveu com tanta rapidez que não tivemos a oportunidade de abordar todas as questões legais".

Horas depois, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, emitiu um comunicado afirmando que apenas uma pequena fração dos passageiros das companhias aéreas que chegaram ao país no sábado foram "incomodados enquanto medidas de segurança reforçadas eram implementadas".

"Essas pessoas passaram por exames aprimorados de segurança e estão sendo processados para entrada nos Estados Unidos, de acordo com nossas leis de imigração e ordens judiciais", diz o comunicado. O departamento afirmou que o decreto presidencial de Trump permanece em vigor e que será cumprido.

(Reportagem adicional de Doina Chiacu em Washington e Jonathan Allen e Andrew Chung em Nova York)

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