Economia da zona do euro inicia 2017 com força apesar de riscos políticos

Por Jeremy Gaunt

LONDRES (Reuters) - A economia da zona do euro iniciou o ano de forma robusta, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira, apresentando ao Banco Central Europeu evidências de que seu estímulo monetário está funcionando, mas também implicando em dificuldades para o futuro.

Há riscos à frente --alguns políticos-- mas, por enquanto, os 19 países membros da zona do euro estão melhores do que muitos esperavam.

A inflação alemã deve ser forte, após cinco Estados registrarem altas anuais de preços perto --e em três casos acima-- da meta de inflação anual do BCE, de cerca 2 por cento para a zona do euro como um todo.

A Espanha, quarta maior economia da zona do euro, informou que sua produção cresceu no ano passado 3,2 por cento, contra 3,2 por cento e 1,4 por cento nos dois anos anteriores, sinalizando uma forte recuperação após recessão e crise de débito bancário.

A confiança industrial na Holanda --quinta maior economia-- atingiu o nível mais alto desde 2008, enquanto vários índices de confiança econômica para a zona do euro como um todo ficaram acima do esperado. A confiança econômica do bloco, por exemplo, atingiu máxima em quase seis anos.

Os dados vêm depois de uma semana em que outros relatórios mostraram que desempenhos relativamente fortes continuaram neste ano para a Alemanha e a França.

"2017 parece ter começado com uma base muito sólida", disse a economista-chefe europeia da Capital Economics em Londres, Jennifer McKeown. "A economia está tendo um (bom) desempenho".

Tudo isso será uma boa notícia para o BCE, que até agora injetou pouco mais de 1,5 trilhão de euros na economia da zona do euro para tentar evitar a deflação e impulsionar algum crescimento, além de prover juros muito baixos.

Porém, também aumentará a pressão sobre o BCE para recuar em parte com a sua generosidade.

"Se essa evolução de preços (na Alemanha) for sustentável, o pré-requisito para a retirada dessa política monetária frouxa está criado", disse o presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, na semana passada.

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