Trump deixa setor agrícola e de alimentos dos EUA apreensivo sobre comércio com México

CHICAGO (Reuters) - Fabricantes de alimentos dos Estados Unidos e exportadores estão tentando acelerar os embarques para o México e preparar mercados alternativos à medida que crescem as preocupações de que essa atividade lucrativa pode estar em perigo se conflitos sobre comércio e imigração entre a administração de Trump e o governo mexicano aumentarem.

As relações diplomáticas azedaram rápido neste mês, uma vez que a nova gestão dos EUA aventou a criação de um imposto de 20 por cento sobre importações mexicanas e uma reunião entre os presidentes dos dois países foi cancelada. O presidente dos EUA Donald Trump também prometeu renegociar o Nafta, acordo de comércio em que os EUA participam com o México e o Canadá.

O México é um dos três maiores mercados para a produção agrícola dos EUA.

Alguns produtores norte-americanos de milho, farelo de soja e grãos secos de destilaria (DDG, na sigla em inglês), um subproduto do etanol de milho, estão tentando adiantar as vendas para o México porque estão incertos sobre o risco de que novas taxas interrompam o comércio, disse Rafe Garcia, gerente geral de operações dos EUA na exportadora Primos & Cousins USA.

As exportações são vitais para produtores dos EUA à medida que um declínio global nos preços de produtos agrícolas derrubou as receitas para seus menores níveis em anos.

Na semana passada, mais de 130 associações de comércio e companhias de alimentos, incluindo a Cargill e a Tyson Foods, reforçaram os benefícios do Nafta em uma carta a Trump sobre comércio.

(Por Tom Polansek e Mark Weinraub)

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