Índice de preços de alimentos da FAO atinge máxima de quase 2 anos

ROMA (Reuters) - Os preços globais de alimentos subiram para perto de uma máxima de dois anos em janeiro e parecem apontar para mais altas e maior volatilidade em 2017, disse nesta terça-feira a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O índice de preços de alimentos da FAO caiu nos últimos cinco anos consecutivamente devido a uma ampla oferta, uma economia global em desaceleração e um dólar mais forte.

Contudo, em janeiro, o índice que mede as mudanças mensais em uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, ficou em 173,8 pontos, maior valor desde fevereiro de 2015.

A alta de mensal de 2,1 por cento foi puxada por elevações nos preços do açúcar, cereais e óleos vegetais.

O economista sênior da FAO, Abdolreza Abbassian, disse que fatores externos, incluindo preocupações com a política de comércio internacional do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderiam contribuir para mais volatilidade nos preços dos alimentos.

"Incertezas irão criar problemas paras os mercados internacionais, em termos de onde o México irá buscar milho, caso a tendência atual continue com seu mais próximo parceiro comercial, os Estados Unidos", disse Abbassian

O açúcar registrou alta de 9,9 por cento em janeiro, sustentado por expectativas de um aperto na oferta no Brasil, Índia e Tailândia, em uma tendência que Abbassian disse que deverá continuar.

(Por Isla Binnie)

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