Maia defende uma Câmara reformista e Jovair diz que Casa não pode ser "puxadinho" dos outros Poderes

BRASÍLIA (Reuters) - O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quinta-feira o protagonismo do Parlamento para tocar as reformas de interesse do governo e criticou aqueles que recorrem ao Judiciário para resolver questões internas do Legislativo, como adversários que pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que impedisse sua tentativa de reeleição.

Primeiro dos candidatos a discursar na sessão que deve ainda nesta quinta-feira definir a composição da Mesa Diretora da Câmara para o próximo biênio, Maia defendeu que a Casa precisa atuar para demonstrar aos demais Poderes sua independência.

“Muito se fala em fortalecimento da nossa Casa. Muito se fala em independência da Câmara dos Deputados. Mas mais uma vez o ator principal da nossa eleição foi o Poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos”, disse o presidente.

“Os nossos problemas, os nossos embates precisam ser resolvidos aqui dentro. Para que a gente mostre ao Judiciário e ao Executivo que a Câmara exige e quer respeito e quer a sua soberania garantida.”

Maia afirmou ainda que outra questão decisiva para fortalecer a Câmara passa pela necessidade de priorizar as reformas como a da Previdência e a da legislação trabalhista, consideradas prioritárias pelo governo. A intenção do deputado, se eleito, é fazer da Casa uma “protagonista de reformas”.

O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), outro candidato ao posto, defendeu que o prestígio da Casa seja recuperado e afirmou que a Câmara não pode ser tratada como um “puxadinho do Poder Executivo ou do Judiciário”.

De olho em dissidentes tanto na base do governo quanto na oposição, Jovair disse que não permitiria ataques à Casa ou a seus integrantes. “Mexeu com a Câmara, mexeu comigo, mexeu com a instituição.”

A Câmara deve decidir nesta quinta-feira a composição de sua Mesa Diretora. Além de Maia e Jovair, também estão na disputa André Figueiredo (PDT-CE), Júlio Delgado (PSB-MG), Luiza Erundina (Psol-SP), e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa da maioria absoluta.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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