Preços do café devem subir em 2017 com déficit global

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do café ampliarão ganhos ao longo de 2017 em meio a previsões altistas para os fundamentos, que indicam a demanda superando a oferta por mais dois anos, apontou uma pesquisa da Reuters com 14 comerciantes e analistas nesta sexta-feira.

A pesquisa apontou uma previsão mediana de preços de futuros de café arábica a 1,545 dólar por libra-peso até o final de março, um aumento de 5,9 por cento ante o fechamento de quinta-feira. O valor do primeiro contrato deve atingir 1,55 dólar no final de 2017, um aumento de cerca de 13 por cento ante o final de 2016.

"Vemos a zona de perigo para um pico do preço do café no período de agora até julho de 2017", disse Shawn Hackett, presidente da Hackett Financial Advisors.

"Sentimos que a oferta brasileira será muito limitada em um momento em que a oferta do Vietnã também se tornará muito limitada", acrescentou. "Isso forçará consumidores finais/torrefadores a reduzirem os atuais estoques de reserva."

Os contratos futuros do café robusta de menor qualidade devem subir para até 2.250 dólares por tonelada até o fim do primeiro semestre, alta de 2,2 por cento ante a cotação de quinta-feira, à medida que operadores focam na produção mais baixa no Vietnã e no Brasil.

No entanto, eles deverão cair para 2.080 dólares no fim deste ano, 2,7 por cento abaixo do fim de 2016. Isso é quando a próxima colheita do Vietnã, o principal fornecedor mundial de robusta, chegará ao mercado.

As previsões de preços mais altos para o primeiro trimestre refletem as expectativas para um déficit global de café de 800 mil sacas de 60 kg na safra 2016/17 (outubro/setembro) e um déficit de 1 milhão de sacas em 2017/18.

Será o terceiro déficit consecutivo em 2016/17, segundo a Organização Internacional de Café (OIC).

A seca afetou a produção de café do Brasil, principal produtor, por três anos consecutivos.

A safra 2017/18 do Brasil foi projetada em 50 milhões de sacas, com as estimativas da pesquisa variando de 48 milhões a 57 milhões de sacas. Isso fica abaixo da estimativa da OIC para 2016/17 de 55 milhões de sacas no ano anterior.

A estimativa média colocou a produção de arábica do Brasil em 39 milhões de sacas e de robusta em 10,5 milhões de sacas.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))REUTERS RS LC LM

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