Ataques sacodem leste da Ucrânia antes de ligação de Trump para presidente

KIEV (Reuters) - A Ucrânia e separatistas apoiados pela Rússia acusaram um ao outro de responsabilidade pela retomada dos ataques com artilharia no leste da Ucrânia neste sábado, quebrando uma trégua em uma frente que havia alimentado esperanças de que a pior escalada do conflito em meses pudesse estar esfriando.

    Informações sobre os disparos vieram horas antes de um planejado telefonema entre o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e o seu colega norte-americano, Donald Trump, cujo objetivo de melhorar as relações com Moscou deixou Kiev em alerta em um momento no qual o conflito permanece sem resolução.

    Kiev afirmou que rebeldes pró-Rússia retomaram os disparos de artilharia em posições ocupadas por tropas do governo na zona industrial da cidade de Avdiyivka. A região é o centro do ressurgimento dos conflitos ocorrido na semana passada, com mais de 40 mortos.

    Um porta-voz de Poroshenko disse que separatistas também dispararam contra trabalhadores que consertavam linhas de transmissão de energia perto da cidade. “A Ucrânia exige que a Rússia cesse fogo imediatamente”, disse Svyatoslav Tsegolko em publicação no Facebook.

    Membros da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) também disseram que tiroteios interromperam os trabalhos para reparar linhas de transmissão perto de Avdiyivka, que tem milhares de cidadãos sem eletricidade desde segunda-feira, mesmo nas congelantes temperaturas do inverno ucraniano.

    Os relatos de violência surgem após um período de relativa calma no local na sexta e no começo deste sábado, embora militares ucranianos e separatistas tenham informado ataques dos oponentes na frente de batalha.

    Autoridades separatistas afirmam que os bombardeios do lado ucraniano atingiram linhas de eletricidade no território rebelde, cortando a energia em toda a cidade de Horlivka, que tem mais de 250 mil habitantes.

    O ressurgimento de ataques na semana passada trouxe de volta a atenção do mundo para o conflito. Os embates começaram em abril de 2014, após protestos pró-Europa em Kiev terem derrubado o presidente apoiado por Moscou. Cerca de 10 mil pessoas já morreram.

    A ligação entre Trump e Poroshenko será a primeira desde a posse do presidente norte-americano. Os resultados da ligação serão analisados de perto como sinal da política de Trump em relação à Rússia.

    Na semana passada, Trump afirmou que era muito cedo para falar em sanções contra os russos, mas enfatizou que quer cumprir sua promessa de campanha de melhorar a relação com o Kremlin.

    A Rússia recebeu sanções dos EUA e da União Europeia por seu envolvimento no conflito e a anexação da Crimeia. O Kremlin nega apoiar os separatistas com tropas e armamentos.

(Reportagem de Alessandra Prentice e Natalia Zinets)

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