Empresas de tecnologia dos EUA apresentam à Justiça declaração contra decreto de imigração de Trump

(Reuters) - Cerca de 100 companhias, incluindo Apple, Google e Microsoft, se uniram no domingo para apresentar à Justiça uma declaração contrária à proibição temporária imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à imigração, alegando que a medida "inflige danos significativos aos negócios norte-americanos".

O texto, apresentado no Tribunal de Apelações dos EUA para o 9º Circuito, incluiu Facebook, Twitter, Intel, eBay, Netflix e Uber, bem como empresas não tecnológicas Levi Strauss e Chobani.

O decreto de Trump de 27 de janeiro, a medida mais contenciosa de suas duas primeiras semanas no cargo, enfrenta grandes barreiras legais. Um juiz federal em Seattle na sexta-feira suspendeu a decisão, e o governo Trump tem prazo até esta segunda-feira para justificar a ação, que impede temporariamente a entrada nos EUA de imigrantes de sete países de maioria muçulmana e de todos os refugiados.

"O decreto representa um desvio significativo dos princípios de justiça e previsibilidade que têm governado o sistema de imigração dos Estados Unidos há mais de cinqüenta anos", afirmou o documento das empresas.

"O decreto inflige danos significativos aos negócios, à inovação e ao crescimento dos Estados Unidos como resultado", acrescentou.

As empresas de tecnologia dos EUA, que empregam muitos estrangeiros, estão entre os grupos que mais criticaram o decreto de imigração de Trump, que ele defendeu como necessário para assegurar um exame mais aprofundado das pessoas que entram no país e proteger melhor o país da ameaça de ataques terroristas.

(Reportagem de Chris Michaud)

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