Bovespa sobe 1% e fecha na máxima da sessão, puxada por ações de bancos e Petrobras

Por Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa encerrou a quarta-feira com seu principal índice em alta, na máxima da sessão, respaldado no avanço de ações do setor bancário e da Petrobras, que aceleraram os ganhos do final do pregão.

O Ibovespa subiu 0,99 por cento, a 64.835 pontos. O giro financeiro somou 5,68 bilhões de reais.

A sessão foi marcada por alguma indefinição mais cedo, com o Ibovespa caindo 0,71 por cento na mínima da sessão.

"Estamos num ponto de indefinição após o forte mês de janeiro, com esse início de fevereiro mostrando certa acomodação", disse o analista Rafael Ohmachi, da Guide Investimentos

No mês passado, o Ibovespa subiu 7,4 por cento. Em fevereiro, com a sessão desta quarta-feira, passou a contabilizar ganho de 0,25 por cento.

No cenário econômico doméstico, mereceu atenção a inflação oficial do país medida pelo IPCA, de 5,35 por cento em 12 meses até janeiro, menor patamar desde setembro de 2012, reforçando o cenário para queda da taxa básica de juros.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 2,58 por cento, para 39,75 reais, máxima da sessão e renovando a maior cotação histórica de fechamento, um dia após divulgar resultados trimestrais com números considerados positivos pelo mercado. Em teleconferência com analistas nesta manhã, executivos do banco reforçaram que a nova política de remuneração a acionistas deve ser mantida por alguns anos. BRADESCO PN avançou 1,86 por cento.

- PETROBRAS PN subiu 2,72 por cento, a 15,10 reais, também fechando na máxima do dia. PETROBRAS ON teve ganho de 2,09 por cento, revertendo as perdas vistas mais cedo na esteira da mudança de rumo nos preços do petróleo no mercado internacional. Operadores também disseram que recente queda no preço da ação pode ter sido exagerada, e que o fluxo de compradores estrangeiros e locais possivelmente testará o papel PN até chegar a 16 reais.[O/R]

- LOCALIZA ON subiu 4 por cento, mantendo o ritmo de recuperação da véspera, depois de acumular queda de 5,8 por cento em dois pregões quando foi pressionada por realocação de ativos devido à precificação das ofertas de ações das concorrentes Movida e Unidas nesta semana.

- EMBRAER ON caiu 3 por cento, após o governo canadense anunciar um empréstimo à Bombardier, principal concorrente da fabricante brasileira de aviões, e com a notícia de que está aberto a oferecer mais ajuda à empresa. O governo brasileiro apresentou pedido de consultas na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra o Canadá pelos subsídios concedidos à Bombardier.

- MOVIDA, que não faz parte do Ibovespa, encerrou a 7,30 reais, no dia de estreia de seus papéis na bolsa. A cotação ficou abaixo do preço de 7,5 reais do IPO, que já tinha sido no piso da faixa indicativa.

(Com reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal)

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