Demanda por milho na China aquecida por medida contra produto dos EUA, diz analista

PEQUIM (Reuters) - A China irá consumir mais milho em 2016/17 do que o previsto anteriormente, com a demanda pelo grão para ração subindo após o país impor tarifas antidumping aos grãos secos de destilaria (DDGs, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira um relatório influente, impulsionando preços do cereal.

Em um relatório diário, o Centro Nacional de Informações de Grãos e Óleos da China (Cngoic, na sigla em inglês), um centro de analises oficial, elevou sua estimativa de consumo de milho na temporada 2016/17, que se encerra em setembro, para 197,6 milhões de toneladas, alta de 21 milhões de toneladas ante 2015/16.

A previsão representa um aumento de 500 mil toneladas ante a estimativa feita em janeiro.

O relatório reforçou a crescente percepção do mercado para uma alta de preços do milho, estimulando mais compras de contratos futuros e prolongando um rali de alta.

Na quarta-feira, a Reuters reportou que Pequim está pedindo que autoridades regionais nos quatro maiores Estados produtores de milho do país ofereçam subsídios para empresas de ração animal, no mais recente movimento para elevar o consumo de uma grande safra no país.

Depois de operar no negativo na manhã de quarta-feira, o contrato mais ativo do milho na bolsa de Dalian fechou em alta de 0,5 por cento, a 1.602 iuanes (232,68 dólares) por tonelada.

(Por Hallie Gu e Josephine Mason)

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