Pezão reúne cúpula da segurança do RJ e acerta pagamentos a policiais

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em meio a uma onda de boatos nas redes sociais sobre uma eventual paralisação de policiais militares na próxima sexta-feira no Rio de Janeiro, o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), se reuniu nessa quarta-feira com a cúpula da segurança pública do Estado e anunciou medidas que podem minimizar a insatisfação dos agentes da área de segurança.

Pezão anunciou um calendário de pagamentos para a corporação, que irá receber salários até o 10º dia útil de cada mês e o pagamento da terceira parcela, de um total de cinco parcelas, de um reajuste de aprovado em 2014 pela Assembleia Legislativa do Estado.

Apesar da crise financeira no Estado, que se encontra desde o ano passado em calamidade pública, o salário de janeiro que será pago na semana que vem já vai incorporar um aumento de 7,65 por cento para PMs e de 10,22 para policiais civis.

Por lei, policiais militares não podem fazer greve mas os policiais civis do Estado tem feito frequentes paralisações e tem participado dos protestos contra a crise no Estado.

“Como tinha essa onda de boatos sobre uma possível greve nos moldes do que vem acontecendo no Espírito Santo, o governador reuniu a cúpula, que refutou os rumores, e, aproveitou para falar dos salários”, disse à Reuters uma fonte do Palácio Guanabara , em condição de sigilo.

No começo da semana, um comunicado falso, de acordo com a PM, circulou nas redes sociais apontando para a possibilidade de uma paralisação semelhante a que vem sendo feita no Espírito Santo. Parentes de PMs foram para as portas dos quartéis e impediram a saída de viaturas dos batalhões, deixando a Grande Vitória, sem policiamento.

A ausência de policias nas ruas gerou uma onda de violência , mortes e saques na região, As Forças Armadas foram convocadas para ajudar na segurança da população capixaba.

O governo do Rio de Janeiro pediu para que o serviço de inteligência das Forças Armadas ajudem na identificação da origem e dos autores desse boato no Estado.

“As medidas anunciadas hoje podem ser sim uma ação 'abafa boato' e não podemos descartar essa possibilidade. Mas a insatisfação da tropa com situação de prêmios e bonificações é muito grande. Os PMs estão sofrendo junto com suas famílias com o atraso nos pagamentos”, disse o coronel Fernando Belo, presidente a associação de oficiais da PM do Estado.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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