China prevê importações de milho no menor nível em uma década

PEQUIM (Reuters) - A projeção da China nesta quinta-feira de queda nas importações de milho para o menor nível em ao menos uma década pode encerrar anos de bonança para comerciantes globais e produtores, uma vez que os preços do milho no maior mercado de grãos do mundo caíram abaixo dos preços globais.

Em seu relatório mensal de safras, o Ministério da Agricultura projetou as importações para a safra 2016/17, que acaba em setembro, em 800 mil toneladas, ou 200 mil toneladas abaixo da estimativa do mês passado.

Isso ficaria abaixo das 3,2 milhões de toneladas para o ano de 2016 e em um terço da média para a década passada.

Outras estimativas, no entanto, apontam para importações mais altas neste o ano. O Departamento de Agricultura dos EUA estima importações em 3 milhões de toneladas e o grupo de pesquisa estatal Centro Nacional de Informações em Grãos e Óleos estima 2 milhões de toneladas.

Ainda assim, a queda reflete a diminuição do apetite por grãos estrangeiros após o governo abandonar um antigo programa de suporte de preços no ano passado.

Isso irá provavelmente assustar comerciantes globais e produtores que aproveitaram um longo período positivo no setor, enquanto a segunda maior economia do mundo comprava grãos estrangeiros para alimentar sua crescente população urbana e pecuária.

O fim do suporte estatal aos preços fez com que o milho doméstico passasse a ser negociado com desconto ante os preços internacionais, enquanto antes o grão era vendido com um prêmio.

(Por Hallie Gu e Dominique Patton)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos