ONU avalia retirar pessoal militar do Haiti, diz autoridade

Por Makini Brice

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - A Organização das Nações Unidas está avaliando retirar pessoal militar da sua missão de paz no Haiti, disse uma autoridade da organização nesta quinta-feira, indicando uma possível redução em uma das missões mais longas e criticadas da entidade.

A missão das Nações Unidas no Haiti, que costuma ser chamada pela sigla MINUSTAH e é comandada pelo Brasil, está no país desde 2004, quando uma rebelião levou à expulsão e ao exílio do então presidente Jean-Bertrand Aristide.

Ela é a única missão de paz da organização nas Américas.

O Haiti passou por uma crise política de dois anos até a recente eleição e posse do presidente Jovenel Moise. O país viveu grandes tragédias naturais, incluindo um terremoto em 2010 e o furacão Matthew no ano passado. Contudo, o país empobrecido não tem um conflito armado há anos.

Herve Ladsous, um dirigente das Nações Unidas, afirmou que a instituição está animada com a finalização recente e exitosa do processo eleitoral, a posse do presidente e o desenvolvimento da força policial.

"A situação da segurança no país não pode ser comparada com a de dez anos atrás”, declarou ele.

"No entanto eu digo a todos que possam se sentir tentados a se aproveitar desse período para voltar à ilegalidade, cometer crimes e violações aos direitos humanos, eu digo não, não vamos aceitar isso.”

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