Artistas transformam noite do Grammy em manifestação política

Por Alexandria Sage

SAN FRANCISCO (Reuters) - Uma gigantesca projeção em vídeo da constituição dos Estados Unidos pairou sobre o palco da cerimônia do Grammy de 2017, fazendo da maior premiação da indústria fonográfica do país uma das mais abertamente politizadas da história.

O documento que define os EUA e começa com a famosa frase "Nós, o Povo" levou a plateia a aplaudir de pé ao final da apresentação da cantora pop Katy Perry, que interpretou sua música de trabalho mais recente, "Chained to the Rhythm".

Tendo como refrão as palavras "Achamos que somos livres", a letra da canção fala sobre ser tentado a ficar em uma "bolha confortável". Cantando diante de uma decoração com cercas brancas perfeitas, Katy teve a companhia de Skip Marley, neto do lendário músico de reggae Bob Marley, autor de muitas canções que protestavam contra a opressão e a injustiça social.

O período imediatamente posterior à agressiva eleição presidencial dos EUA de 2016 rendeu uma sucessão de declarações políticas de artistas em premiações – a mais notável delas foi o discurso da atriz Meryl Streep no Globo de Ouro criticando o presidente Donald Trump.

Essa reação continuou no domingo, quando vários artistas abordaram o clima de divisão política da nação e a necessidade de se pronunciar a respeito.

"Neste momento em particular da história, nossas vozes são mais necessárias do que nunca", afirmou Jennifer Lopez no início do espetáculo.

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