Exportações impulsionam PIB do Japão no 4º tri, mas há incertezas com EUA

Por Tetsushi Kajimoto e Stanley White

TÓQUIO (Reuters) - A economia do Japão cresceu pelo quarto trimestre consecutivo nos últimos três meses do ano passado com um iene mais fraco sustentando as exportações, mas o consumo privado fraco e os riscos de um crescente protecionismo dos Estados Unidos lançam dúvidas sobre uma recuperação sustentável.

A economia do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1 por cento no período entre outubro e dezembro, praticamente em linha com a alta de 1,1 por cento esperada pelos mercados, após uma expansão revisada de 1,4 por cento entre julho e setembro.

O crescimento do Japão no trimestre ajudou a reduzir o déficit econômico deixado pela demanda interna fraca. Mas há preocupações de que o persistente superávit comercial do Japão com os EUA possa tornar-se um alvo das críticas do presidente norte-americano, Donald Trump.

Durante uma reunião no fim-de-semana com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, Trump afastou-se de sua retórica anterior contra o Japão por usar seu estímulo monetário para enfraquecer o iene e ganhar uma vantagem comercial injusta. Mas analistas duvidam que uma lua de mel dure muito.

O ministro da Economia, Nobuteru Ishihara, disse que o Japão permanece com uma tendência de recuperação moderada e espera que o impulso positivo seja mantido, mas ele mostrou-se cauteloso sobre as perspectivas.

"Deve-se dar atenção à incerteza sobre a economia global e às flutuações nos mercados financeiros", disse ele a jornalistas após a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto.

Na comparação trimestral, o PIB avançou 0,2 por cento, contra crescimento de 0,3 por cento esperado por economistas.

A demanda externa --ou as exportações menos as importações-- contribuiu com 0,2 ponto percentual para o PIB, com as exportações avançando 2,6 por cento, o crescimento mais rápido em dois anos, devido a embarques de carros para a China e para os Estados Unidos e de componentes eletrônicos para a Ásia.

O consumo privado, que representa cerca de 60 por cento do PIB, não mostrou crescimento, em linha com a previsão de economistas. O aumento dos preços dos alimentos frescos e vegetais deve ter deteriorado o poder de compra das famílias.

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