Força Nacional de Segurança vai ficar no Rio pelo menos até o Carnaval

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Força Nacional de Segurança vai estender sua permanência no Rio de Janeiro e ficará na cidade pelo menos até depois do Carnaval, informaram o Ministério da Justiça e o governo do Rio nesta quarta-feira.

O homens da FNS estão no Rio desde o ano passado e, em princípio, ficariam até a semana que vem, em apoio às tropas locais. No entanto, o aumento da tensão por conta da crise financeira no Estado e a votação de medidas impopulares na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) levaram o governo fluminense a pedir a extensão da presença. As tropas da Força Nacional ficarão pelo menos até o dia 2 de março, mas se houver necessidade a permanência poderá ser estendida mais uma vez.

“A Força Nacional está aqui com uma missão muito precisa e definida: proteger a Alerj e os deputados da Casa”, disse à Reuters uma fonte da área de segurança.

Os agentes da Força Nacional de Segurança estão atuando na segurança da Assembleia desde 2016, quando o Estado enviou à Alerj um pacote de austeridade para enfrentar a crise econômica estadual.

No ano passado, antes da chegada da FNS, houve invasão e depredação da Assembleia em um dos vários protestos realizados contra o pacote de austeridade.

Além da Força Nacional, o Rio de Janeiro começou a contar, na terça-feira, com o apoio de 9 mil homens das Forças Armadas. Os militares ficarão no Rio e na região metropolitana pelo menos até o dia 22 de fevereiro, mas o pleito é para que as tropas fiquem até depois do Carnaval.

Atualmente, há cerca de 500 homens da Força Nacional atuando no Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira, um suspeito morreu numa troca de tiros com os militares das Forças Armadas perto da rodoviária da capital.

“A permanência da Força Nacional por mais tempo não significa que não queremos mais que as Forças Armadas fiquem também até depois do Carnaval. Num momento de maior tensão como esse, com protestos, crise e atos de mulheres na porta de batalhões, (as tropas) fizeram o que a população queria: aumentar a sensação de segurança da sociedade”, declarou a fonte.

Na semana que vem deve ser votado o polêmico projeto de alienação das ações da Cedae, a companhia de saneamento do Estado, e a perspectiva é que ocorreram mais protestos violentos no entorno da Alerj.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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