Governo autoriza venda de 250 mil t de milho dos estoques públicos

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal irá vender 250 mil toneladas de milho de estoques públicos para pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte de todo o país, sendo a maior parte para o Nordeste, informaram autoridades nesta quarta-feira.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que administra os estoques públicos, serão cerca de 200 mil toneladas para criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos e ovinos do Nordeste, afetados pela seca.

Outras cerca de 50 mil toneladas serão ofertadas para outras regiões do país.

Inicialmente, o governo havia dito que ofereceria 140 mil toneladas para o Nordeste e 50 mil toneladas para outras regiões.

"Eu quero neste ato autorizar mais 60 mil toneladas, portanto, perfazendo 200 mil toneladas de milho para o Nordeste", disse o presidente Michel Temer, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

No mesmo evento, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que as vendas na modalidade "balcão" no Nordeste deverão ocorrer na faixa de 30 reais até 33 reais por saca, dependendo da localidade, ante preços de mais de 60 reais praticados atualmente na região.

"Nós temos ainda muito milho em estoque... que já é do governo e que pode ser disponibilizado quando quisermos", disse Blairo.

Os estoques de milho em poder da Conab, na terça-feira, eram de 685 mil toneladas, segundo dados fornecidos pela companhia. É deste volume que serão retirados os carregamentos a serem vendidos para fabricação de ração e uso em pequenas granjas e agroindústrias.

Na temporada 2015/16, o Brasil teve sua safra de milho frustrada por clima adverso, com uma produção de 66,5 milhões de toneladas, queda de cerca de 20 por cento ante a temporada anterior.

Para agravar a situação de oferta no país, a quebra de safra ocorreu poucos meses após um volume recorde de exportações.

CENÁRIO MELHOR

A situação deverá melhorar ao longo da atual temporada 2016/17, que poderá alcançar um recorde de 87,4 milhões de toneladas.

Segundo o ministro da Agricultura, o governo deverá aproveitar o momento de grande oferta do produto para recompor estoques públicos --após concluídas as vendas anunciadas nesta quarta-feira, os volumes da Conab deverão cair para o patamar de 400 mil toneladas, ou menos de 10 por cento do consumo mensal do país.

"Temos que... fazer AGF (Aquisição do Governo Federal), fazer aquisições, para recolocar os estoques de milho que nós tivemos", afirmou Blairo, sem dar detalhes.

Ele reafirmou que o governo deverá lançar em breve contratos de opção para que agricultores possam vender milho à Conab por um preço remunerador, caso as cotações despenquem durante o período de safra.

(Por Lisandra Paraguassu)

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